domingo, 17 de julho de 2011

PRECE RABINDRANATH TAGORE



Que a minha prece seja, não para ser protegido dos perigos,
mas para não ter medo de enfrentá-los.

Que a minha prece seja, não para acalmar a dor,
mas para que o coração a conquiste.


Permita que na batalha da vida não procure aliados,
mas as minhas próprias forças.


Permita que não implore no meu medo,
ansioso por ser salvo,
mas que aguarde a paciência para conquistar a minha liberdade.



Sir Rabindranath Tagore (1861-1941) foi poeta, contista, dramaturgo e crítico de arte hindu. Nascido em Calcutá, seu pensamento abriu novos caminhos à interpretação do misticismo, procurando atualizar as antigas doutrinas religiosas nacionais. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1913. Suas principais obras poéticas foram O Jardineiro, O Carteiro do Rei e Pássaros Perdidos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

PAZ

Paz
Concentre sua mente interiormente no ponto entre as sobrancelhas (como na meditação), no ilimitado lago de paz. Sinta o eterno círculo de paz ondulante à sua volta. Quanto mais você observar atentamente, mais sentirá as ondulações de paz se expandindo das sobrancelhas para a testa, da testa para o coração e do coração para cada célula do seu corpo. Agora as águas de paz transbordam as margens do seu corpo e inundam o vasto território da sua mente. A torrente de paz flui além dos limites da sua mente e se move em infinitas direções.
Paramahansa Yogananda, "Meditações Metafísicas"

terça-feira, 31 de maio de 2011

ॐ OM GAM GANAPATAYE NAMAH ॐ

sexta-feira, 27 de maio de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

RESPIRAÇÃO

Respiração é vida e vida é respiração.
Para a filosofia do Yoga, a respiração é a principal atividade do ser humano. Seria impossível, vivermos sem respirar. Mas apesar disto, o homem desaprendeu de respirar bem. Hábitos errados de vida, tensões emocionais e mentais, roupas apertadas, excesso de alimentação, de trabalho, pressa, tudo isto impede que a respiração seja tranqüila, profunda e ritmada.
É muito importante conscientizar-se do processo da respiração. Sentir, observar, compreender o que acontece quando você respira. E a o sentir isto, perceber que não é você que respira, mas a VIDA que respira em você.
A respiração completa e normal depende dos movimentos do diafragma, o músculo que separa a cavidade torácica da abdominal.
Na inspiração, quando o diafragma se contrai, as costelas se elevam e o tórax e os pulmões se expandem.
Na exalação, o diafragma relaxa, as costelas abaixam e a cavidade torácica diminui.
Entre a inspiração e a expiração há uma pausa.
E se o diafragma estiver bloqueado, sem funcionar corretamente, o processo respiratório não acontece naturalmente, o que cria várias doenças, falta de energia, cansaço, agitação, stress.
A respiração deficiente afeta todo o funcionamento do organismo.
Yoga é a ciência de respirar bem.
Através da prática do Yoga, vamos nos conscientizado da respiração e assim o corpo vai registrando acordado, a respiração completa e isto vai nos ajudar muito em nossa vida diária. Além de mais entusiasmo, saúde, bem-estar e ânimo, vamos nos sentindo mais calmos, tranqüilos, pacientes.
Nosso ritmo respiratório muda conforme nosso estado físico, emocional e mental. Da mesma forma que as emoções agem sobre a respiração, esta age sobre as emoções.
A mente está intimamente ligada à respiração. Quanto mais a respiração estiver natural e calma, mais a mente se aquieta.
Podemos exercer nossa vontade sobre a respiração apesar dela ser automática e inconsciente. É possível torná-la consciente e ter controle sobre ela. Este controle voluntário da inspiração e da expiração, bem como de aumentar as pausas entre a inspiração e a expiração, permanecendo com os pulmões cheios ou vazios é o que fazemos através de pranayama.
Pranayama, em sânscrito significa: prana – energia vital.
Yama—controle.
No Yoga, a respiração é suave, lenta, profunda e silenciosa.
A respiração deve sempre pelas narinas, pois o nariz pode filtrar, umedecer e aquecer o ar que inspiramos.
O pranayama elimina a rigidez muscular da caixa torácica e aumenta a resistência do organismo. Ele purifica e vitaliza o corpo todo. Descontrai e proporciona autodomínio, tranqüilidade e paz.
É uma técnica eficaz tanto para controlar a mente quanto as emoções. Com o controle sobre a respiração, temos mais controle sobre o sistema nervoso autônomo com o qual a respiração está ligada.
Através do pranayama e de uma respiração muito calma e profunda, podemos ser conduzidos a níveis mais elevados de consciência e ao estado de meditação.
Os componentes do pranayama são: a inspiração, expiração e retenções de pulmões cheios ou vazios.
Devem ser praticados sem esforço, com a mente concentrada.
A respiração abrange três aspectos: fisiológico, psíquico e prânico.
Aspecto fisiológico: a respiração é essencial à vida humana. Controla o oxigênio necessário às células e elimina o gás carbônico acumulado no organismo.
A atividade respiratória dos pulmões é regida pelo sistema neurovegetativo que projeta ramificações dentro do tecido pulmonar.
Devido ao movimento eficaz dos pulmões e do sistema nervoso, o Pranayama pode aumentar a eficácia da respiração e modificar seu ritmo.
Há quatro tipos de respiração:
1. Clavicular ou alta –em que os músculos peitorais permitem entrar em ação a parte superior dos pulmões.
2. Intercostal ou média – somente a parte central dos pulmões é ativada.
3. Diafragmática ou baixa (ou abdominal) em que a parte inferior dos pulmões é ativada, enquanto a parte superior e central fica em fraca atividade.
4. Completa – a totalidade dos pulmões é utilizada ao máximo de sua capacidade.

No Yoga, a respiração é o apoio, o suporte dos asanas, que são posturas psicofísicas e através da inspiração, da expiração e da retenção de ar, consegue-se o equilíbrio.
Mas a respiração para o Yoga vai além dos efeitos físicos, porque a importância maior é trazer para o organismo o Prana (energia vital).
O aspecto psíquico da respiração está intimamente ligado ao estado emocional, podendo aumentá-lo ou acalmá-lo. Quando a respiração é calma e controlada, produz tranqüilidade emocional e mental. O ritmo estabelece paz entre a mente e o corpo.
O aspecto prânico da respiração é o de nos suprir de energia prânica, a qual é absorvida através dos nadis (meridianos, condutores de energia no corpo sutil).
Para sentir a respiração completa ou yogui, é importante conscientizar primeiro as três fases da respiração: baixa (abdominal), média (intercostal) e alta (clavicular):

Respiração abdominal

Deite-se confortavelmente no solo, com as costas bem apoiadas.
Joelhos flexionados e unidos, pés afastados ou com as pernas cruzadas. (Pode-se também deixar as pernas relaxadas no chão).
Feche os olhos e relaxe.
Mãos apoiadas suavemente no abdômen, na parte lateral.
Expire, sentindo a leve contração para dentro dos músculos abdominais.
Ao inspirar, perceba os músculos se expandindo para os lados.
Durante o processo da respiração, somente o abdômen se movimenta, já que o peito permanece imóvel.
Concentre-se no movimento lento e ritmado da respiração.
Observe e sinta os músculos laterais do abdômen se afastando para
fora quando o ar entra e, voltando ao normal, na expiração.
Quando se consegue a conscientização desta respiração, percebe-se que não é a própria pessoa que faz o movimento do abdômen, é um trabalho natural do diafragma.
E o praticante deve apenas observar, sentir, conscientizar-se desta movimentação natural, livre e espontânea. Permitindo, observando, seguindo o processo natural da própria vida que nele respira.
EFEITOS:
ELIMINA TENSÕES E INSÔNIA, PRODUZINDO TRANQÜILIDADE.
EQUILIBRA A CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA DO ABDÔMEN, MASSAGENDO TODOS OS ORGÃOS DESTA REGIÃO.
ALIVIA DORES NAS COSTAS.
ATIVA A CIRCULAÇÃO DAS PERNAS E PÉS.

RESPIRAÇÃO MÉDIA OU INTERCOSTAL

• Colocar as mãos nas costelas flutuantes, ou seja, ao lado da caixa torácica.
• Ao inspirar, perceber as costelas se afastando para os lados, ampliando o tórax, enchendo de ar a região média dos pulmões. Procure sentir que as costelas se alargam, que os músculos abrem as costelas e que na expiração, elas voltam à posição inicial.
• Perceber que é como uma sanfona abrindo e fechando.
• Repita algumas vezes, sem forçar, sentindo que é a vida que respira em você.

EFEITOS:

EQUILIBRA AS EMOÇÕES.
PRODUZ ALÍVIO AOS CARDÍACOS E QUEM TEM GASTRITE.
AJUDA A RECUPERAR A MOBILIDADE DA CAIXA TORÁCICA.

RESPIRAÇÃO ALTA OU CLAVICULAR


• A seguir, colocar os dedos polegares sob as axilas e as palmas das mãos apoiadas sobre o peito.
• Ao inspirar, perceba a expansão da parte alta do tórax, que produz a leve abertura do peito.
• Ao expirar, perceba a musculatura voltando ao normal.
• Faça algumas respirações e relaxe.

EFEITOS:

OXIGENA MAIS O CÉREBRO.
HIPERVENTILA A PARTE ALTA DOS PULMÕES.
ELIMINA ALERGIAS DO APARELHO RESPIRATÓRIO.
AJUDA A ALIVIAR AS DIFICULDADES DOS ASMÁTICOS, POIS ELIMINA O
AR RESIDUAL NA PARTE ALTA DOS PULMÕES, FACILITANDO A ENTRADA
DO AR NOVO.


RESPIRAÇÃO PROFUNDA
• Tendo sentindo as três fases da respiração, relaxe os braços e sinta a respiração completa, longa e profunda.

• Leve a atenção ao abdômen e sinta que nasce lá a respiração, expandindo-se para a parte média e depois para a parte alta dos pulmões ao inspirar, e ao expirar sinta o movimento de esvaziamento do ar dos pulmões.
• Continue respirando de forma contínua, sem forçar.

• Permita que ar circule livremente desde o abdômen até o alto do peito, com naturalidade.
Depois que já tiver se conscientizado da respiração completa, deitado no solo, pode fazê-la sentado no chão, em uma almofada.
Mantenha a coluna alinhada, com as pernas cruzadas, mãos nos joelhos. Ou se preferir, pode se sentar em uma cadeira.
Olhos fechados, sem tensões nos ombros, braços, pescoço e rosto.
Posição firme, mas relaxada.
Inspirar lentamente, enchendo primeiro a parte baixa dos pulmões, em seguida a parte média e, por último, a parte alta.
Expirar lentamente, esvaziando todo o ar dos pulmões.
Respirar de forma contínua, sem esforço, com muita naturalidade, permitindo que o ar circule livremente desde o abdômen até o alto do peito.
EFEITOS:
• AUMENTA AS DEFESAS DO ORGANISMO.
• MASSAGEIA E OXIGENA O CORPO TODO, TONIFICANDO E REVITALIZANDO OS ÓRGÃOS INTERNOS.
• EVITA A PRISÃO DE VENTRE.
• EQUILIBRA O SISTEMA ENDÓCRINO.
• VITALIZA O SISTEMA NERVOSO.
• MASSAGEA O CORAÇÃO, REJUVENESCENDO-O.
• DESENVOLVE E TONIFICA TODO O APARELHO RESPIRATÓRIO.
• MELHORA O FUNCIONAMENTO DO ESTÔMAGO, VESÍCULA, BAÇO, PÂNCREAS, RINS E FÍGADO.
• MELHORA A QUALIDADE DO SANGUE PELA MAIOR ELIMINAÇÃO DO GÁS CARBÔNICO E ABSORÇÃO DE OXIGÊNIO, BENEFICIANDO ASSIM TODOS OS ÓRGÃOS E TECIDOS.
• DESENVOLVE O AUTODOMÍNIO E AUTOCONFIANÇA.
• DESCONTRAI O CORPO TODO, ACALMANDO O SISTEMA NERVOSO.
• EXCELENTE PARA INSÔNIA.
• TRANQUILIZA A MENTE, PURIFICA OS NADIS, ATIVA OS CHAKRAS.
• É O CAMINHO DA PAZ INTERIOR, NOS CONDUZINDO A NÍVEIS MAIS ELEVADOS DE CONSCIÊNCIA.
Quando você dorme ou relaxa profundamente, a respiração completa, profunda, acontece naturalmente em você, trazendo descanso, ânimo, bem-estar.
E com a prática constante e contínua da respiração completa, permitindo a conscientização da respiração, ela entrará naturalmente também na sua vida diária, lhe dando mais calma, apoio e alegria.
VALE A PENA INVESTIR EM VOCÊ E DESCOBRIR COMO SE HARMONIZAR COM A FONTE DA VIDA.
A RESPIRAÇÃO É UM TESOURO MUITO PRECIOSO E É SUA.
É O REMÉDIO PARA ANSIEDADES, MEDOS, CANSAÇO, STRESS E DOENÇAS.
COM A CONSCIÊNCIA DA RESPIRAÇÃO, VOCÊ COMEÇA A APRENDER A ESTAR PRESENTE.
COMEÇA A ENTENDER QUE ESTE MOMENTO PRESENTE É UM PRESENTE PRECIOSO.
E COM ESTA CONSCIÊNCIA, VOCÊ SE TORNA MAIS FELIZ, SAUDÁVEL, PLENO DE ENTUSIASMO E DETERMINAÇÃO.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Saber aprender para sobreviver...

LEIAM ATÉ O FINAL!!! VALE APENA!!!!


“Pare de correr porque o fim chega mais depressa.

Texto escrito por um brasileiro que vive na Europa e trabalha na Volvo.

Já vai para 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca.

Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante.
Qualquer projeto aqui demora 2 anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais, nós
(brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) ficamos aflitos por resultados imediatos, uma ansiedade generalizada.
Porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo.

Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões, ponderações. E trabalham num esquema bem mais "slow down". O pior é constatar que, no final, acaba
sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade: bem pouco se perde aqui.

E vejo assim:
1. O país é do tamanho de São Paulo;
2. O país tem 2 milhões de habitantes;
3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare com Curitiba, que tem 2 milhões);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare... Nada mal, não?
5. Para ter uma idéia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA.

Digo para os demais nestes nossos grupos globais: os suecos podem estar errados, mas são eles que pagam nossos salários.
Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles.

Vou contar para vocês uma breve só para dar noção.

A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, frio, nevasca. Chegávamos cedo na Volvo e
ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2.000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, no
terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã, perguntei: "Você tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que
chegamos cedo, o estacionamento vazio e você deixa o carro lá no final."

Ele me respondeu simples assim: "É que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar - quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique
mais perto da porta. Você não acha?".

Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta na primeira. Deu para rever bastante os meus conceitos.

Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol, tem sua base na
Itália (o site, é muito interessante. Veja-o!).

O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar,saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a
família, com amigos, sem pressa e com qualidade.
A idéia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele Representa como estilo de vida em que o americano endeusificou.

A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista
Business Week numa edição européia.

A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser".

Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas( 35 horas por semana ) são mais produtivos que seus colegas Americanos ou ingleses.

E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%.

Essa chamada "slow atitude" está chamando a atenção até dos americanos, apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it now" (faça já).

Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem ter menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos "stress".
Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer, das pequenas comunidades, do "local", presente e concreto em
contraposição ao "global" - indefinido e anônimo. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da
simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé.
Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo onde seres humanos, felizes, fazem com
prazer, o que sabem fazer de melhor.

Gostaria que você pensasse um pouco sobre isso... Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou ainda "A pressa é inimiga da
perfeição" não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de desenfreada loucura?
Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de "qualidade sem-pressa" até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da "qualidade do ser"?

No filme "Perfume de Mulher", há uma cena inesquecível, em que um personagem cego, vivido por Al Pacino, tira uma moça para dançar e ela
responde: - "Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos."

- "Mas em um momento se vive uma vida" - responde ele, conduzindo-a num passo de tango.
E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme.

Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim.

Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe.

Tempo todo mundo tem, por igual!
Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque,
como disse John Lennon: - "A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro"...

Parabéns por ter lido até o final!
Muitos não lerão esta mensagem até o final, porque não podem "perder" o seu tempo neste mundo globalizado.

Pense e reflita, até que ponto vale a pena deixar de curtir sua família.
De ficar com a pessoa amada, ir pescar no fim de semana ou outras coisas...
Poderá ser tarde demais!

Saber aprender para sobreviver...
DIVULGUEM AOS AMIGOS !!!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Cuide-se!

Pérolas da Bioenergética!
Entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética.
Qual adoece primeiro: o corpo ou a alma?
A alma não pode adoecer, porque é o que há de perfeito em ti, a alma evolui, aprende. Na realidade, boa parte das enfermidades são exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental à alma. Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma, adoecemos.


A Saúde e as Emoções.

Há emoções prejudiciais à saúde? Quais são as que mais nos prejudicam?
70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não processadas, não expressadas, reprimidas. O medo, que é a ausência de amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta os rins, as glândulas suprarrenais, os ossos, a energia vital, e pode converter-se em pânico.


Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?
De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus limites, não vás além. Tens que reconhecer quais são os teus limites e superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.

Como é que a raiva nos afeta?
A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à auto-afirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade, agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, o sistema imunológico.


Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?
A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência, do coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a nenhuma outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos tanta importância.


A alegria acalma os ânimos?
Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em contato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para que cheguem ao mundo da mente.

E a tristeza?
A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares o controle interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo.Tornamo-las negativas quando as reprimimos.

Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte de nós mesmos?
Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e já não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para que cheguem à cabeça a partir do coração. Que difícil! Sim, é muito difícil. Realmente as emoções básica são o amor e o medo (que é ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.

Como prevenir a enfermidade?
Somos criadores, portanto creio que a melhor forma é criarmos saúde. E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a enfermidade, porque seremos saúde.

E se aparecer a doença?
Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti também adoeceu de um câncer de pâncreas e ele não era alguém que levasse uma vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu. Devemos explicar isso para aqueles que crêem que adoecer é fracassar.
O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o aprendiz, tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade em tua vida... Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade é um sentimento de vazio, que às vezes se torna um oco no estômago, uma sensação de falta de ar. É um vazio existencial que surge quando buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando buscamos nos acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos, quando não temos a solidez da busca interior. Se não aceitarmos a solidão e não nos tornarmos nossa própria companhia, sentiremos esse vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e posses. Porém, como não pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.

Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa angústia?
Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com mais calorias, ou buscando um príncipe fora. Só passa a angústia quando entras em teu interior, te aceitas como és e te reconcilias contigo mesmo. A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito menos o que somos, de modo que ficamos no "deveria ser", e não somos nem uma coisa nem outra. O stress é outro dos males de nossa época. O stress vem da competitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor, quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar. E realmente só podes competir quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja, quando queres ser único, original, autêntico e não uma fotocópia de ninguém. O stress destrutivo prejudica o sistema imunológico. Porém, um bom stress é uma maravilha, porque te permite estar alerta e desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades para emergir a um novo nível de consciência.

O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com nós mesmos?
A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso. Passar 20 minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender uma ponte para a verdadeira saúde, é aceder o altar interior, o ser interior. Minha recomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20 minutos antes, para não tomar o tempo de nossas ocupações. Se dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da manhã, quando estás rejuvenescido e descansado, para meditar, essa pausa vai te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.

O que é para você a felicidade?
É a essência da vida. É o próprio sentido da vida. Estamos aqui para sermos felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer, é integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos ser felizes. Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando confiamos em nós, quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível que transcende o pequeno eu ou o pequeno ego. Somos felizes quando temos um sentido que vai mais além da vida cotidiana, quando não adiamos a vida, quando não nos alienamos de nós mesmos, quando estamos em paz e a salvo com a vida e com nossa consciência. Viver o Presente.

É importante viver no presente? Como conseguir?
Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida às expectativas do futuro quando nos ancoramos no ser e não no ter, ou a algo ou alguém fora. Eu digo que a felicidade tem a ver com a realização, e esta com a capacidade de habitarmos a realidade. E viver em realidade é sairmos do mundo da confusão.

Na sua opinião, estamos tão confusos assim?
Temos três ilusões enormes que nos confundem:
Primeiro: cremos que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o instrumento da vida e se acaba com a morte.
Segundo: cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com mais prazer não há mais felicidade, senão mais dependência... Prazer e felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não a vida ao prazer.
Terceiro: ilusão é o poder; desejamos o poder infinito de viver no mundo.

E do que realmente necessitamos para viver? Será de amor, por acaso?


O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma força renovadora. O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor não há usurpação, não há transferência, não há medo, não há ressentimento, porque quando tu te ordenas, porque vives o amor, cada coisa ocupa o seu lugar, e então se restaura a harmonia. Agora, pela perspectiva humana, nós o assimilamos com a fraqueza, porém o amor não é fraco.


Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos não nos ama. Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor, porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego. O que habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende da cocaína, da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É uma muleta para apoiar-se, em vez de levar alguém no meu coração para libertá-lo e libertar-me. O verdadeiro amor tem uma essência fundamental que é a liberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às vezes nos sentimos atados a um amor. Se o amor conduz à dependência é Eros. Eros é um fósforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente em dois minutos e já te queima o dedo. Há amores que são assim, pura chispa. Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa, produz fogo. Esse é o amor impessoal, que produz luz e calor.

Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor verdadeiro?
Somente a verdade. Confia na verdade; não tens que ser como a princesa dos sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és. Tens um direito sagrado, que é o direito de errar; tens outro, que é o direito de perdoar, porque o erro é teu mestre. Ama-te, sê sincero contigo mesmo e leva-te em consideração. Se tu não te queres, não vais encontrar ninguém que possa te querer. Amor produz amor. Se te amas, vais encontrar amor. Se não, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso é indigno de ti. A chave então é amar-se a si mesmo. E ao próximo como a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho, porque estás apenas te apegando, estás condicionando o outro. Aceita-te como és; não podemos transformar o que não aceitamos, e a vida é uma corrente permanente de transformações.


Cuide-se!
Carpe Diem!