Curso de Formação Profissional em Yoga
com o professor Hamilton Mamedes e convidados
Om ashram - promove regularmente cursos de extensão universitária em parceria com as Universidades. Esses cursos fazem parte da programação do Curso de Formação em Yoga.
O conhecimento integral admite as verdades válidas de todos os pontos de vista sobre a existência, válidas cada qual no campo que lhe compete; mas busca eliminar as limitações e negações e harmonizar e reconciliar essas verdades parciais, inserindo-as numa verdade maior que preenche as múltiplas facetas do nosso ser na única Existência onipresente." - Sri Aurobindo
Estrutura da Formação
A formação abrange temas de base dentro do Yoga, com uma abordagem integrativa, no qual visamos a compreensão a partir do estado pleno de consciência.
O curso é vivencial e traz uma rica estrutura teórica através de apostilas, estágios e estudos dentro das aulas.
Os encontros acontecerão em um final de semana por mês com duração de sete meses e entre cada encontro teremos períodos de estudos e práticas vivenciais regularmente para mantermos um ritmo dinâmico na formação e também percebermos as mudanças no próprio cotidiano assimilando os conteúdos e incorporando as transformações que o yoga promove.
"Quando silenciamos o cérebro, aquietamos o corpo e permanecemos suficientemente serenos para sentir o coração pulsar, podemos nos tornar capazes de evocar mais intensamente a emoção de estarmos vivos." Paul Pearsall
Metodologia
A metodologia vem a partir de estudos dentro das grandes escolas de yoga e dos grandes pensadores e filósofos do ocidente e do oriente.
Dentro dos temas trabalhados podemos citar:
• O desenvolvimento do yoga prática e científica;
• União entre consciência e ação;
• A postura como educadores a partir de uma experiência vivenciada;
• Reforço da criatividade e potencial individual nas práticas e nas aulas;
• O Yoga como veículo de auto-desenvolvimento e transcendência;
• Entre outros.
Local da Formação:
Om Ashram – yoga meditação estudos
Rua 1136, qd 240, lt 11 St Marista Goiânia –Go
Fones: (62) 3942-5115 / 3609-5115
Duração da Formação e Carga Horária
07 módulos durante sete meses - 180 horas incluso estágios e práticas.
Investimento
R$300,00 por módulo
Incluso: Material didático (uma apostila impressa por módulo), os finais de semanas intensivos e as aulas regulares na semana conforme quadro de horários do Om Ashram mais os grupos de estudos opcionais aos domingos e todas as atividades culturais.
Conteúdo Programático Resumido
1. Introdução ao Yoga
2. História do Yoga
3. Patanjali Yoga Sutras
4. Introdução à Anatomia e Fisiologia
5. Introdução à Cinesiologia Aplicada ao Yoga
6. Aspectos Neurofisiológicos e Endocrinológicos do Yoga
7. Asanas - Teoria e prática
8. Pranayamas - Teoria e prática
9. Mantras
10. Bandha Kryas e Mudras
11. Anatomia Sutil
12. Meditação e estados da consciência
13. Yoga Nidra
14. Yogaterapia
15. Hatha Yoga ( métodos e evolução )
16. Yoga e correção postural
17. Estágio supervisionado
18. Trabalho de conclusão de curso (Artigo).
Coordenação: Hamilton Mamedes
sobre Hamilton Mamedes
Com seu trabalho reconhecido por profissionais de diferentes áreas, tanto no yoga como na dança, teatro, terapias corporais, psicologia, fisiologia e educação física, Hamilton Mamedes está neste ano de 2010 ministrando cursos, workshops, formação e aprofundamento em yoga e técnicas corporais que integrem corpo e consciência, com treinamentos, estudos e vivência de auto-conhecimento.
Professor de Yoga com formação em Educação Física ( CREF 1521-G/GO ), Especialização em Educação (Esefego) e Yoga pela UniFMU(SP), ator, bailarino, Terapeuta Corporal com formação em Massagem Bioenergética com Ralph Viana (RJ), Thai Yoga Massagem com Jamile Ansolin, Shiatsu com Gregor Kux e Massagem AYURVEDIC pela Ayurvedic Massage School Chandreshwar Nagar, Rishikesh (ÍNDIA). Atualmente ministra aulas de yoga em escolas, academias e universidades. Idealizador e coordenador do projeto Yoga Para Todos em Goiânia, aonde vem inspirando inúmeras pessoas o despertar para o yoga. Recentemente esteve na Índia acompanhando e ministrando aulas de yoga para grupos de brasileiros e aprofundando seus estudos no The Centre of Light e Dayananda Ashram em Rishikesh
Número máximo de participantes: 16
Datas dos Módulos:
1º Módulo: 21 e 22 de MAIO
2º Módulo: 17 e 18 de JUNHO
3º Módulo: 02 e 03 de JULHO
4º Módulo: 19 e 20 de AGOSTO
5º Módulo: 16 e 17 de SETEMBRO
6º Módulo: 21 e 22 de OUTUBRO
7º Módulo: 18 e 19 de NOVEMBRO
AULAS REGULARES DE YOGA:
• A prática regular é fundamental para os futuros instrutores adquirirem um leque maior de técnicas, serem corrigidos e vivenciarem os efeitos do Yoga.
• Sugerimos fazer em torno de três aulas semanais. Essas aulas são ministradas em vários horários durante a semana e você pode participar de qualquer uma delas.
• Só contarão na carga horária as aulas feitas sobre a supervisão do prof. Hamilton Mamedes.
• Para pessoas de outras cidades, estudaremos uma maneira para que possam fazer as práticas.
ESTÁGIO:
• De observação: 10 aulas de 1:00h (carga horária: 10:00h). Nesse estágio você observará a aula e a forma como o professor atua. Serão feitos relatórios a cada aula. Esse estágio será feito nos horários de aula fora do curso.
• Participantes de outras cidades poderão fazer o estágio durante o período do curso, após o término ou no início. PRÁTICA PESSOAL:
• Para que você, realmente, aproveite o curso, enfatizamos a importância de você praticar o Yoga todos os dias, entre trinta e sessenta minutos. É quando fazemos nossa prática pessoal, que surgem as dúvidas e os insights que vão tornar o curso mais interessante e transformador.
AVALIAÇÕES:
Prova Teórica: com a matéria de história, filosofia, técnicas de Yoga etc.
Prova de Aula: apresentação de aula em 30 minutos com: abertura, respiração, ásanas, relax e meditação.
Questionários e Trabalhos: Serão solicitados trabalhos que auxiliam na assimilação da matéria. Por favor, entregue os trabalhos com letra legível ou digitado e até a data marcada.
Avaliação: será feita pelo Prof. Hamilton Mamedes.
Obs.: As provas teórica e de aula serão feitas nos dias marcados em cima dos livros e apostilas recomendados e sendo permitido consultá-los.
http://professorhamiltonmamedes.blogspot.com/
com amor, NAMASTE
prof. Hamilton Mamedes - Haridas Das
cel. 8118-0416
Objetivando swádhyáya = estudos do yoga e de si próprio e ishvara pranidhána = entrega , consagração ao Senhor *Endereço Om Ashram - Yoga Meditação Estudos: Rua 1136, Qd 240 Lt 11 St Marista Goiânia-go fone: (62) 3942-5115 / 8118-0416 HARIBOL!!!
sábado, 27 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Mantras Devocionais
Kírtana: mantras devocionais
Miguel Homem
Kírtana são os cânticos do Yoga. Formas de mantras feitos geralmente de forma mais descontraída e que consistem na repetição dos diferentes nomes das facetas do absoluto, de Brahman. O absoluto é algo que o ser humano não consegue abarcar ou dar forma, porque o infinito não tem limites que comportem náma-rúpa (“nome-e-forma”). Não podendo atribuir uma forma ao Todo, o Homem procurou “desenhar” formas que representassem manifestações ou facetas desse Todo. Esses aspectos são os “Deuses” Hindus, como Shiva, Vishnu, Ganesha, Kálí, Durgá e muitos outros.
A tradição do Yoga ensina que a manifestação é na sua essência um conjunto de náma-rúpa (nome e forma). Tudo no universo se reduz a um nome e uma forma e a cada nome está sempre associado um conceito. Mesmo que esse conceito não tenha natureza real existe um conceito que lhe está associado. A figura dos contos de fada do dragão que cospe fogo parece não ter existência real. No entanto, independentemente de não ter existência real, a palavra dragão traz associada a si um conceito próprio, uma série de imagens, histórias e folclores. Isto acontece com todas as palavras. De cada vez que pronunciamos ou ouvimos uma palavra, a nossa mente preenche-se com esse conceito – o Arquétipo.
A prática dos kírtana visa ocupar a nossa mente com os signidicados associados às diferentes divindades do Sanatana Dharma, o Dharma eterno, através da repetição sucessiva dos seus diferentes nomes. Esses aspectos representados por cada uma dessas divindades sublinham muitas das características que se espera e deseja que o ser humano cultive para crescer e se desenvolver.
Assim, Ganesha representa a sabedoria, aquele que remove os obstáculos e traz fortuna. É aquele que protege os livros, o conhecimento e a educação. Em algumas tradições Ganesha aparece sem consorte, noutras é casado com Siddhi e Buddhi que representam, respectivamente, os poderes paranormais desenvolvidos através do Yoga e o intelecto e intuição.
A Deví, Deusa, é o aspeco feminino do universo e aparece desenhada em multiplos aspectos. Alguns mais benéficos em que simboliza a fertilidade, a protecção, a creatividade, a abundância material e outros aspectos mais terríveis em que se apresenta como a guerreira defensora do universo.
Shiva representa a constante transformação, a regeneração e a procriação. A palavra Shiva significa auspicioso, gracioso, favorável, benéfico, benevolente, amistoso, embora o seu surgimento esteja relacionado com o Rudra védico. Shiva é ainda o criador mitológico do Yoga e é o arquétipo do yogí perfeito.
Vishnu está associado ao aspecto conservador e preservador do universo e simboliza a bondade e compaixão. Diz-se que ao longo dos tempos Vishnu se manifestou em momentos cruciais para repor o Dharma na sociedade. Essas manifestações são conhecidas como avatáras e os mais famosos são Ráma, Krishna e Buddha. Por exemplo, Ráma e a sua amada Sítá são o símbolo da incorruptibilidade, da honestidade, da lealdade e da ternura.
Os kírtana procuram não só ocupar a mente mas também preencher o coração. Eles actuam directamente sobre o aspecto emocional humano. É normal a sensação de entusiasmo, de conforto e de bem-estar após a prática do kírtana. De alguma forma, através desta prática, estabele-se uma relação com aquilo que está a ser cantado.
domingo, 27 de dezembro de 2009
SANKALPA

Sankalpa, a intenção
O propósito (sankalpa) é aquilo que se pretende fazer ou conseguir, é uma intenção dirigida, mas também uma resolução. O propósito produz foco e direção para aquilo que queremos, ele ajuda na concentração.
O sankalpa é uma ótima ferramenta para formarmos samskaras positivos, para substituirmos os negativos, com o desenvolvimento das qualidades opostas um elemento indesejável desaparece.
Patanjali fala também sobre isso, como sendo pratipaksha bhavana no yoga sutra, capítulo II, 33 convidando o praticante para uma reflexão e uma escolha mais consciente dos seus pensamentos, atitudes e ações.
Pode ser feito em forma de uma frase curta e simples, sempre de forma afirmativa, positiva e conjugada no presente, que repetimos algumas vezes, associada a imagens e visualizações que possam fortalecê-la, com um sentimento de entusiasmo.
Devemos repeti-lo várias vezes como um mantra, pode ser durante a prática como por exemplo: meu corpo é flexível e firme , mantenho a respiração profunda durante toda a prática , mantenho contato com o meu eu profundo, eu sou felicidade e bem-aventurança, estou atento, tenho saúde e muita energia.
Pode ser feito também durante o relaxamento, o importante é estarmos em um estado de consciência que seja livre de críticas e julgamentos.
E assim vamos conduzindo a nossa prática e a nossa vida, com mais consciência, e escolhas feitas com discernimento, para aquele fim que quisermos e soubermos ser o melhor para nós, evitando de sermos arrastados pelos acontecimentos do presente e condicionamentos do passado, vamos construindo uma vida melhor, mais realizadora e principalmente com mais liberdade.
NAMASTE
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Passeio do Bem Estar Pirenópolis
Passeio do Bem estar em Pirenópolis
dias 09, 10, 11 e 12 de Outubro
Local: ESPAÇO AZUL
No Alto da Serra dos Pireneus, próximo a Pirenópolis, eu sou um espaço muito especial, formado por uma natureza exuberante e preservada, banhado por dois rios. Possuo instalações confortáveis, para 23 pessoas em meio a floridos jardins.
PROGRAMAÇÃO
1 dia
Chegada a partir das 16h
18h- aula de yoga
20h -jantar
21h – sat sanga na fogueira
23h - encerramento do dia - Mauna (silêncio)
2 dia
3 dia 4 dia
7h -aula de yoga
8h - oficina com a Shanti de fitoterapia
9h -café da manhã
10h - caminhada leve até a cachoeira e banho de argila
12h - Oficinas e distribuição tarefas para o almoço
14h - descanso silencioso
15h - tarefas individuais (leitura, resumo, japa, auto-análise)
17h – caminhada com alongamentos e meditação até o Pico dos Pireneus
18h30 - compartilhar experiências
19h - jantar
20h30 – sat sanga na fogueira
22h – apresentação de filme
7h -aula de yoga
8h – Oficina de chai e nutri suco (alimento vivo) .
9h - café da manhã
10h - caminhada leve
12h - almoço
13h - descanso silencioso
15h - tarefas individuais (leitura, resumo, japa, auto-análise)
17h – caminhada com alongamentos e meditação até o Morro do Cabeludo.
18h30 - compartilhar experiências
19h - jantar
20h30 – sat sanga na fogueira
22h – apresentação de filme
7h - aula de yoga, pranayama e meditação
9h - café da manhã
10h – caminhada com banho de cachoeira e sauna
12h - almoço
13h - descanso silencioso
15h - tarefas individuais (leitura, resumo, japa, auto-análise)
16h – Recolher materiais para passeio em Piri com um sorvetinho básico e retornarmos a Goiânia.
''Quando os cinco sentidos e a mente estão parados, e a própria razão descansa em silêncio, então começa o caminho supremo. Esta firmeza calma dos sentidos chama-se yoga. Mas deve-se estar atento, pois o yoga vai e vem''
Katha Upanishad VI
Valores
R$ 280,00 (à vista) ou 2X de 150,00
Ps: Sugerimos que programe-se com antencedência, número máximo para o retiro 20 pessoas .
Incrições: yogamamedes@gmail.com
Serviços inclusos:
03 noites de hospedagem.
Todas as refeições ( café da manhã , almoço, jantar e mais lanches )
Todas as atividades inclusas no programa.
Recomendamos trazer
Cantil ou garrafa para água;
Mochila pequena ou pochete;
Máquina Fotográfica;
Calçados confortáveis para caminhadas
Boné, protetor solar, repelente (natural) e pomada para picada de insetos (para pessoas alérgicas) ;
Objetos de higiene e remédios pessoais;
Roupas leves para caminhada;
Roupa de cama apenas lençol e toalha;
Agasalho;
Sunga ou biquíni;
Lanterna;
Não Inclui
Tudo que não estiver expressamente mencionado no programa e o Translado da sua cidade até o espaço azul .
Condições Específicas
A programação pode ser alterada seja por motivos climáticos, de força maior ou que envolvam a segurança dos participantes, sem aviso prévio.
Maiores informações e contatos
Prof. Hamilton Mamedes 3942-5115 e 8118-0416
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Caso queira garantir sua vaga efetue seu depósito no Bradesco agencia 3458 conta corrente nº 0015833-0
Hamilton Mamedes e passe o comprovante via email para yogamamedes@gmail.com e ligue para saber se ainda há vaga antes de efetuar o depósito e depois confirme pelo telefone ou via email com a resposta do recebimento do comprovante.
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Se eu fosse
planta, gostaria
de um meio
favorável que me
fizesse crescer.
Mas sou um ser humano. Prefiro um meio adverso, que me desafie a crescer.
José Hermógenes
quarta-feira, 29 de julho de 2009
O YOGA É UMA TRADIÇAO COMPLEXA
Dez Princípios Fundamentais do Yoga
Georg Feuerstein
O YOGA É UMA TRADIÇAO COMPLEXA, com cinco mil anos de história, ou mais. Os principiantes facilmente se deixam assoberbar pela vastidão e pela riqueza da prática, da filosofia e da literatura yogues. Porém, existem alguns princípios básicos que, uma vez compreendidos, facilitam o acesso a cada um dos numerosos aspectos dessa grande tradição.
Aqui estão dez desses princípios fundamentais:
1. O Yoga é algo que tradicionalmente se chama de uma doutrina de libertação (moksha-shâstra). Tem por objetivo libertar-nos da nossa limitada noção de "quem somos". De hábito, nós nos identificamos com esse corpo e essa mente, com nossos bens materiais e nossos relacionamentos (que freqüentemente tratamos como se fossem bens materiais). Porém, segundo o Yoga, esse hábito mental e emocional é na verdade um profundo e fatídico erro de identificação. É ele que nos mantém perpetuamente presos aos mesmos modos de comportamento e nos faz passar reiteradamente pelo sofrimento (duhkha). Na verdade, o nosso ser real é algo ou alguém que está muito além do nosso corpo, da nossa mente, dos nossos bens e dos nossos relacionamentos. Do ponto de vista yogue, cada um de nós é o próprio Ser imortal e supraconsciente. Na qualidade desse Ser singular, somos livres e ilimitados. Todos os ensinamentos do Yoga tem por objetivo nos ajudar a realizar essa verdade fundamental.
2. Como os seres humanos têm diferentes pontos fortes e pontos fracos, os mestres do Yoga elaboraram diversas metodologias para que o Yoga fosse útil a todos. O Yoga tem, portanto, vários ramos, que correspondem a certas capacidades ou preferências emocionais e mentais específicas. De modo geral, no Yoga hindu, distinguem-se sete desses ramos:
O Râja-Yoga é o "Yoga Real" - o caminho de oito membros ou ashta-anga-yoga de Patanjali, também chamado de "Yoga Clássico" , que tem por objetivo a libertação por meio da meditação e se dirige aos praticantes capazes de uma concentração intensa acompanhada pela renúncia ao mundo.
O Hatha-Yoga é o "Yoga da Força", que tem por objetivo a libertação por meio da transformação física.
O Jnâna-Yoga é o "Yoga da Sabedoria", que tem por objetivo a libertação por meio do exercício perseverante do discernimento superior, que distingue claramente o Real do ilusório; à semelhança do Râja-Yoga, o Jnâna-Yoga atribui grande importância à renúncia.
O Karma-Yoga é o "Yoga da Ação", que tem por objetivo a libertação por meio do serviço auto-transcendente; muitas vezes é considerado especialmente adequado aos que não dispõem em grau suficiente das qualidades necessárias para a concentração e a meditação, mas, na verdade, é um caminho necessário para quantos praticam o Yoga em geral.
O Bhakti-Yoga é o "Yoga da Devoção", que tem por objetivo a libertação por meio da entrega confiante de si mesmo ao Ser divino; atrai especialmente os que são dotados de uma profunda capacidade de sentir e não vêem a Realidade transcendente de forma impessoal, mas pessoal.
O Mantra-Yoga é o "Yoga dos Sons Poderosos", que tem por objetivo a libertação por meio da recitação (vocal ou mental) de sons dotados de um poder específico (como om, hum, ram, hare, krishna, etc.), recitação essa que muitas vezes é encarada como um aspecto do Tantra-Yoga.
O Tantra-Yoga ou "Yoga da Continuidade", que tem por objetivo a libertação por meio de rituais, da visualização, do trabalho energético sutil e da percepção da identidade (ou continuidade) entre o mundo comum e a Realidade transcendente.
Esses sete ramos são outros tantos portais que se abrem para os mistérios do Yoga e, portanto, para a nossa própria consciência.
3. Todos os ramos e formas do Yoga têm por fundamento uma vida moral firme e sadia. Uma tal vida é regida pelo princípio do dharma, que significa "moralidade", "lei", "ordem" e "virtude". Esse princípio incorpora virtudes morais como a não-violência (ahimsâ), a veracidade (satya), o não-roubar (asteya), a castidade (brahmacarya) a compaixão (karunâ) e a benignidade (maitrî). Sem a firme observância desses princípios morais, o Yoga não pode conduzir-nos à meta final da libertação. Isso porque, enquanto levamos uma vida que não chega à altura dessas virtudes, nossas energias permanecem dissipadas e continuamos a colher os frutos negativos de nossas ações. Uma vida moralmente sã, porém, nos permite pôr fim à criação de efeitos negativos e nos habilita a concentrar nossas energias como um raio laser, para podermos descobrir ou realizar nossa verdadeira natureza.
4. No Yoga a teoria e a prática são unidas. Isso significa que o Yoga não é nem uma simples filosofia de gabinete nem uma mera bateria de práticas. Para se dedicar com êxito e da maneira correta ao Yoga, a pessoa precisa prestar a devida atenção às idéias que subjazem às práticas e, inversamente, aos exercícios e técnicas nos quais se consubstanciam as teorias. Para tanto, é preciso praticar com reflexão e atenção. A prática correta e regular das posturas yogues, por exemplo, colabora sem dúvida nenhuma para a conservação da boa saúde. Para ter acesso ao seu potencial mais profundo, porém, precisamos saber que elas constituem apenas uma pequena fração desse todo integrado que é o Yoga, o qual tem por objetivo a libertação espiritual. Do mesmo modo, a meditação seguramente equilibra o sistema nervoso e acalma a mente. Porém, é só quando compreendemos a natureza da mente - graças às doutrinas yogues – que podemos ter a esperança de superar as limitações intrínsecas da nossa constituição mental e descobrir a Consciência transcendente. Por esse motivo, o estudo (svâdhyâya) é tido na mais elevada estima pela maioria das escolas de Yoga; ele complementa a aplicação perseverante nas disciplinas práticas.
5. Por mais simples que sejam certos caminhos yogues, todos os caminhos e abordagens exigem um compromisso profundo com a autotransformação. Aquele que tem medo de mudar e tende a apegar-se ao seu jeito de fazer as coisas não poderá obter êxito no Yoga. A prática do Yoga exige um esforço pessoal (vyâyâma) considerável, que envolve a autodisciplina (âtma-nigraha). Quando procuramos substituir os hábitos indesejáveis por hábitos positivos, experimentamos inevitavelmente uma certa frustração. Essa frustração, porém, não é autodestrutiva, mas criativa. O termo sânscrito que designa esse processo é tapas, que significa “calor” ou "clarão". O mesmo termo também significa "ascese", pois toda ascese se baseia no autocontrole.
6. O Yoga compreende numerosas práticas - tanto físicas quanto mentais. Todas elas se reduzem a duas categorias: abhyâsa e vairâgya. Abhyâsa é a execução reiterada de exercícios ou técnicas que têm por objetivo a geração, em nós, de um estado mental positivo. Vairâgya é a prática complementar de deixar de lado os antigos apegos e hábitos de comportamento. Abhyâsa nos revela aos poucos os aspectos profundos e ocultos da mente, ao passo que vairâgya nos afasta passo a passo das aparências e nos aproxima da Realidade.
7. Quanto mais nos aproximamos da realização do Si Mesmo, ou da iluminação, tanto mais nos parecemos com uma pessoa comum. Só os que correm atrás da libertação como se fosse um troféu, revestem de glamour a si mesmos e a todo o processo yogue. Eles querem ser extraordinários, ao passo que os seres libertos são perfeitamente simples. Ficam tão contentes ao lavar louça quanto de sentar-se silenciosamente em meditação ou de instruir os discípulos. É por isso que o Yoga, desde o princípio, exaltou não somente o caminho do asceta (samnyâsin) que renuncia ao mundo, mas também o do pai de família (grihastha) que faz uso das oportunidades da vida cotidiana para praticar as virtudes de um estilo de vida yogue.
8. Em toda prática de Yoga há um elemento de agradável "surpresa" ou favorecimento. Nas escolas teístas de Yoga, isso é explicado pela graça (prasâda) do Ser Divino; nas escolas não-teístas, como o Jaina Yoga ou certas escolas budistas, afirma-se que essa ajuda provém dos seres libertos (chamados arhats, buddhas, bodhisattvas, tîrthamkaras ou mahâ-siddhas). Além disso, também os gurus são canais de energias benéficas, ou bênçãos, que fazem amadurecer os discípulos. O processo pelo qual o guru abençoa o discípulo é chamado "transmissão" (samcâra). Em algumas escolas, é denominado shakti-patâ, que significa "descida do poder". O poder em questão é a própria Energia da Consciência.
9. Todo o Yoga é iniciático. Ou seja, a iniciação (dîkshâ) dada por um mestre (guru) qualificado é essencial para que se atinja o máximo êxito no Yoga. É possível se obter benefícios de várias práticas yogues mesmo sem a iniciação. Assim, a maioria dos exercícios de Hatha-Yoga - desde as posturas até a meditação, passando pelo controle da respiração - pode ser praticada independentemente, desde que o praticante tenha aprendido o formato correto. Porém, para os estágios superiores do Yoga, o poder que vem da iniciação é absolutamente necessário. Os hábitos mentais são demasiado arraigados para que possamos operar neles mudanças profundas sem a intervenção benigna de um mestre yogue. Todas as práticas yogues podem ser vistas como uma preparação para este momento.
10. O Yoga é um processo gradual pelo qual nossos hábitos inconscientes de pensamento e comportamento são substituídos por outros hábitos, mais benignos, que expressam as faculdades e virtudes superiores da iluminação. Esse trabalho extenso de autotransformação leva tempo, e, por isso, os praticantes de Yoga devem dedicar-se antes de mais nada à prática da paciência. A iluminação, ou libertação, não se realiza em questão de dias, semanas ou meses. Temos de estar dispostos a nos comprometer com toda uma vida de prática yogue. Temos de ter um impulso fundamental de crescimento, quer venhamos a atingir a libertação nesta vida, quer não. Segundo uma das doutrinas fundamentais do Yoga, não existe esforço perdido; mesmo a mais tênue tentativa de autotransformação tem os seus efeitos. É o nosso esforço paciente e cumulativo que mais cedo ou mais tarde floresce na iluminação.
Autor: Georg Feuerstein
Fonte: Livro – Tradição do Yoga
Editora: Cultrix
Georg Feuerstein
O YOGA É UMA TRADIÇAO COMPLEXA, com cinco mil anos de história, ou mais. Os principiantes facilmente se deixam assoberbar pela vastidão e pela riqueza da prática, da filosofia e da literatura yogues. Porém, existem alguns princípios básicos que, uma vez compreendidos, facilitam o acesso a cada um dos numerosos aspectos dessa grande tradição.
Aqui estão dez desses princípios fundamentais:
1. O Yoga é algo que tradicionalmente se chama de uma doutrina de libertação (moksha-shâstra). Tem por objetivo libertar-nos da nossa limitada noção de "quem somos". De hábito, nós nos identificamos com esse corpo e essa mente, com nossos bens materiais e nossos relacionamentos (que freqüentemente tratamos como se fossem bens materiais). Porém, segundo o Yoga, esse hábito mental e emocional é na verdade um profundo e fatídico erro de identificação. É ele que nos mantém perpetuamente presos aos mesmos modos de comportamento e nos faz passar reiteradamente pelo sofrimento (duhkha). Na verdade, o nosso ser real é algo ou alguém que está muito além do nosso corpo, da nossa mente, dos nossos bens e dos nossos relacionamentos. Do ponto de vista yogue, cada um de nós é o próprio Ser imortal e supraconsciente. Na qualidade desse Ser singular, somos livres e ilimitados. Todos os ensinamentos do Yoga tem por objetivo nos ajudar a realizar essa verdade fundamental.
2. Como os seres humanos têm diferentes pontos fortes e pontos fracos, os mestres do Yoga elaboraram diversas metodologias para que o Yoga fosse útil a todos. O Yoga tem, portanto, vários ramos, que correspondem a certas capacidades ou preferências emocionais e mentais específicas. De modo geral, no Yoga hindu, distinguem-se sete desses ramos:
O Râja-Yoga é o "Yoga Real" - o caminho de oito membros ou ashta-anga-yoga de Patanjali, também chamado de "Yoga Clássico" , que tem por objetivo a libertação por meio da meditação e se dirige aos praticantes capazes de uma concentração intensa acompanhada pela renúncia ao mundo.
O Hatha-Yoga é o "Yoga da Força", que tem por objetivo a libertação por meio da transformação física.
O Jnâna-Yoga é o "Yoga da Sabedoria", que tem por objetivo a libertação por meio do exercício perseverante do discernimento superior, que distingue claramente o Real do ilusório; à semelhança do Râja-Yoga, o Jnâna-Yoga atribui grande importância à renúncia.
O Karma-Yoga é o "Yoga da Ação", que tem por objetivo a libertação por meio do serviço auto-transcendente; muitas vezes é considerado especialmente adequado aos que não dispõem em grau suficiente das qualidades necessárias para a concentração e a meditação, mas, na verdade, é um caminho necessário para quantos praticam o Yoga em geral.
O Bhakti-Yoga é o "Yoga da Devoção", que tem por objetivo a libertação por meio da entrega confiante de si mesmo ao Ser divino; atrai especialmente os que são dotados de uma profunda capacidade de sentir e não vêem a Realidade transcendente de forma impessoal, mas pessoal.
O Mantra-Yoga é o "Yoga dos Sons Poderosos", que tem por objetivo a libertação por meio da recitação (vocal ou mental) de sons dotados de um poder específico (como om, hum, ram, hare, krishna, etc.), recitação essa que muitas vezes é encarada como um aspecto do Tantra-Yoga.
O Tantra-Yoga ou "Yoga da Continuidade", que tem por objetivo a libertação por meio de rituais, da visualização, do trabalho energético sutil e da percepção da identidade (ou continuidade) entre o mundo comum e a Realidade transcendente.
Esses sete ramos são outros tantos portais que se abrem para os mistérios do Yoga e, portanto, para a nossa própria consciência.
3. Todos os ramos e formas do Yoga têm por fundamento uma vida moral firme e sadia. Uma tal vida é regida pelo princípio do dharma, que significa "moralidade", "lei", "ordem" e "virtude". Esse princípio incorpora virtudes morais como a não-violência (ahimsâ), a veracidade (satya), o não-roubar (asteya), a castidade (brahmacarya) a compaixão (karunâ) e a benignidade (maitrî). Sem a firme observância desses princípios morais, o Yoga não pode conduzir-nos à meta final da libertação. Isso porque, enquanto levamos uma vida que não chega à altura dessas virtudes, nossas energias permanecem dissipadas e continuamos a colher os frutos negativos de nossas ações. Uma vida moralmente sã, porém, nos permite pôr fim à criação de efeitos negativos e nos habilita a concentrar nossas energias como um raio laser, para podermos descobrir ou realizar nossa verdadeira natureza.
4. No Yoga a teoria e a prática são unidas. Isso significa que o Yoga não é nem uma simples filosofia de gabinete nem uma mera bateria de práticas. Para se dedicar com êxito e da maneira correta ao Yoga, a pessoa precisa prestar a devida atenção às idéias que subjazem às práticas e, inversamente, aos exercícios e técnicas nos quais se consubstanciam as teorias. Para tanto, é preciso praticar com reflexão e atenção. A prática correta e regular das posturas yogues, por exemplo, colabora sem dúvida nenhuma para a conservação da boa saúde. Para ter acesso ao seu potencial mais profundo, porém, precisamos saber que elas constituem apenas uma pequena fração desse todo integrado que é o Yoga, o qual tem por objetivo a libertação espiritual. Do mesmo modo, a meditação seguramente equilibra o sistema nervoso e acalma a mente. Porém, é só quando compreendemos a natureza da mente - graças às doutrinas yogues – que podemos ter a esperança de superar as limitações intrínsecas da nossa constituição mental e descobrir a Consciência transcendente. Por esse motivo, o estudo (svâdhyâya) é tido na mais elevada estima pela maioria das escolas de Yoga; ele complementa a aplicação perseverante nas disciplinas práticas.
5. Por mais simples que sejam certos caminhos yogues, todos os caminhos e abordagens exigem um compromisso profundo com a autotransformação. Aquele que tem medo de mudar e tende a apegar-se ao seu jeito de fazer as coisas não poderá obter êxito no Yoga. A prática do Yoga exige um esforço pessoal (vyâyâma) considerável, que envolve a autodisciplina (âtma-nigraha). Quando procuramos substituir os hábitos indesejáveis por hábitos positivos, experimentamos inevitavelmente uma certa frustração. Essa frustração, porém, não é autodestrutiva, mas criativa. O termo sânscrito que designa esse processo é tapas, que significa “calor” ou "clarão". O mesmo termo também significa "ascese", pois toda ascese se baseia no autocontrole.
6. O Yoga compreende numerosas práticas - tanto físicas quanto mentais. Todas elas se reduzem a duas categorias: abhyâsa e vairâgya. Abhyâsa é a execução reiterada de exercícios ou técnicas que têm por objetivo a geração, em nós, de um estado mental positivo. Vairâgya é a prática complementar de deixar de lado os antigos apegos e hábitos de comportamento. Abhyâsa nos revela aos poucos os aspectos profundos e ocultos da mente, ao passo que vairâgya nos afasta passo a passo das aparências e nos aproxima da Realidade.
7. Quanto mais nos aproximamos da realização do Si Mesmo, ou da iluminação, tanto mais nos parecemos com uma pessoa comum. Só os que correm atrás da libertação como se fosse um troféu, revestem de glamour a si mesmos e a todo o processo yogue. Eles querem ser extraordinários, ao passo que os seres libertos são perfeitamente simples. Ficam tão contentes ao lavar louça quanto de sentar-se silenciosamente em meditação ou de instruir os discípulos. É por isso que o Yoga, desde o princípio, exaltou não somente o caminho do asceta (samnyâsin) que renuncia ao mundo, mas também o do pai de família (grihastha) que faz uso das oportunidades da vida cotidiana para praticar as virtudes de um estilo de vida yogue.
8. Em toda prática de Yoga há um elemento de agradável "surpresa" ou favorecimento. Nas escolas teístas de Yoga, isso é explicado pela graça (prasâda) do Ser Divino; nas escolas não-teístas, como o Jaina Yoga ou certas escolas budistas, afirma-se que essa ajuda provém dos seres libertos (chamados arhats, buddhas, bodhisattvas, tîrthamkaras ou mahâ-siddhas). Além disso, também os gurus são canais de energias benéficas, ou bênçãos, que fazem amadurecer os discípulos. O processo pelo qual o guru abençoa o discípulo é chamado "transmissão" (samcâra). Em algumas escolas, é denominado shakti-patâ, que significa "descida do poder". O poder em questão é a própria Energia da Consciência.
9. Todo o Yoga é iniciático. Ou seja, a iniciação (dîkshâ) dada por um mestre (guru) qualificado é essencial para que se atinja o máximo êxito no Yoga. É possível se obter benefícios de várias práticas yogues mesmo sem a iniciação. Assim, a maioria dos exercícios de Hatha-Yoga - desde as posturas até a meditação, passando pelo controle da respiração - pode ser praticada independentemente, desde que o praticante tenha aprendido o formato correto. Porém, para os estágios superiores do Yoga, o poder que vem da iniciação é absolutamente necessário. Os hábitos mentais são demasiado arraigados para que possamos operar neles mudanças profundas sem a intervenção benigna de um mestre yogue. Todas as práticas yogues podem ser vistas como uma preparação para este momento.
10. O Yoga é um processo gradual pelo qual nossos hábitos inconscientes de pensamento e comportamento são substituídos por outros hábitos, mais benignos, que expressam as faculdades e virtudes superiores da iluminação. Esse trabalho extenso de autotransformação leva tempo, e, por isso, os praticantes de Yoga devem dedicar-se antes de mais nada à prática da paciência. A iluminação, ou libertação, não se realiza em questão de dias, semanas ou meses. Temos de estar dispostos a nos comprometer com toda uma vida de prática yogue. Temos de ter um impulso fundamental de crescimento, quer venhamos a atingir a libertação nesta vida, quer não. Segundo uma das doutrinas fundamentais do Yoga, não existe esforço perdido; mesmo a mais tênue tentativa de autotransformação tem os seus efeitos. É o nosso esforço paciente e cumulativo que mais cedo ou mais tarde floresce na iluminação.
Autor: Georg Feuerstein
Fonte: Livro – Tradição do Yoga
Editora: Cultrix
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