sábado, 24 de outubro de 2009


Passeio do Bem Estar em Pirenópolis

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Passeio do Bem Estar Pirenópolis




Passeio do Bem estar em Pirenópolis

dias 09, 10, 11 e 12 de Outubro

Local: ESPAÇO AZUL

No Alto da Serra dos Pireneus, próximo a Pirenópolis, eu sou um espaço muito especial, formado por uma natureza exuberante e preservada, banhado por dois rios. Possuo instalações confortáveis, para 23 pessoas em meio a floridos jardins.

PROGRAMAÇÃO
1 dia
Chegada a partir das 16h
18h- aula de yoga
20h -jantar
21h – sat sanga na fogueira
23h - encerramento do dia - Mauna (silêncio)

2 dia
3 dia 4 dia
7h -aula de yoga
8h - oficina com a Shanti de fitoterapia
9h -café da manhã
10h - caminhada leve até a cachoeira e banho de argila
12h - Oficinas e distribuição tarefas para o almoço
14h - descanso silencioso
15h - tarefas individuais (leitura, resumo, japa, auto-análise)
17h – caminhada com alongamentos e meditação até o Pico dos Pireneus
18h30 - compartilhar experiências
19h - jantar
20h30 – sat sanga na fogueira
22h – apresentação de filme
7h -aula de yoga
8h – Oficina de chai e nutri suco (alimento vivo) .
9h - café da manhã
10h - caminhada leve
12h - almoço
13h - descanso silencioso
15h - tarefas individuais (leitura, resumo, japa, auto-análise)
17h – caminhada com alongamentos e meditação até o Morro do Cabeludo.
18h30 - compartilhar experiências
19h - jantar
20h30 – sat sanga na fogueira
22h – apresentação de filme
7h - aula de yoga, pranayama e meditação
9h - café da manhã
10h – caminhada com banho de cachoeira e sauna
12h - almoço
13h - descanso silencioso
15h - tarefas individuais (leitura, resumo, japa, auto-análise)
16h – Recolher materiais para passeio em Piri com um sorvetinho básico e retornarmos a Goiânia.


''Quando os cinco sentidos e a mente estão parados, e a própria razão descansa em silêncio, então começa o caminho supremo. Esta firmeza calma dos sentidos chama-se yoga. Mas deve-se estar atento, pois o yoga vai e vem''
Katha Upanishad VI
Valores

R$ 280,00 (à vista) ou 2X de 150,00

Ps: Sugerimos que programe-se com antencedência, número máximo para o retiro 20 pessoas .

Incrições: yogamamedes@gmail.com

Serviços inclusos:

03 noites de hospedagem.
Todas as refeições ( café da manhã , almoço, jantar e mais lanches )
Todas as atividades inclusas no programa.

Recomendamos trazer

Cantil ou garrafa para água;
Mochila pequena ou pochete;
Máquina Fotográfica;
Calçados confortáveis para caminhadas
Boné, protetor solar, repelente (natural) e pomada para picada de insetos (para pessoas alérgicas) ;
Objetos de higiene e remédios pessoais;
Roupas leves para caminhada;
Roupa de cama apenas lençol e toalha;
Agasalho;
Sunga ou biquíni;
Lanterna;
Não Inclui

Tudo que não estiver expressamente mencionado no programa e o Translado da sua cidade até o espaço azul .


Condições Específicas

A programação pode ser alterada seja por motivos climáticos, de força maior ou que envolvam a segurança dos participantes, sem aviso prévio.


Maiores informações e contatos

Prof. Hamilton Mamedes 3942-5115 e 8118-0416


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Caso queira garantir sua vaga efetue seu depósito no Bradesco agencia 3458 conta corrente nº 0015833-0

Hamilton Mamedes e passe o comprovante via email para yogamamedes@gmail.com e ligue para saber se ainda há vaga antes de efetuar o depósito e depois confirme pelo telefone ou via email com a resposta do recebimento do comprovante.



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Se eu fosse
planta, gostaria
de um meio
favorável que me
fizesse crescer.
Mas sou um ser humano. Prefiro um meio adverso, que me desafie a crescer.
José Hermógenes

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O YOGA É UMA TRADIÇAO COMPLEXA

Dez Princípios Fundamentais do Yoga
Georg Feuerstein

O YOGA É UMA TRADIÇAO COMPLEXA, com cinco mil anos de história, ou mais. Os principiantes facilmente se deixam assoberbar pela vastidão e pela riqueza da prática, da filosofia e da literatura yogues. Porém, existem alguns princípios básicos que, uma vez compreendidos, facilitam o acesso a cada um dos numerosos aspectos dessa grande tradição.
Aqui estão dez desses princípios fundamentais:
1. O Yoga é algo que tradicionalmente se chama de uma doutrina de libertação (moksha-shâstra). Tem por objetivo libertar-nos da nossa limitada noção de "quem somos". De hábito, nós nos identificamos com esse corpo e essa mente, com nossos bens materiais e nossos relacionamentos (que freqüentemente tratamos como se fossem bens materiais). Porém, segundo o Yoga, esse hábito mental e emocional é na verdade um profundo e fatídico erro de identificação. É ele que nos mantém perpetuamente presos aos mesmos modos de comportamento e nos faz passar reiteradamente pelo sofrimento (duhkha). Na verdade, o nosso ser real é algo ou alguém que está muito além do nosso corpo, da nossa mente, dos nossos bens e dos nossos relacionamentos. Do ponto de vista yogue, cada um de nós é o próprio Ser imortal e supraconsciente. Na qualidade desse Ser singular, somos livres e ilimitados. Todos os ensinamentos do Yoga tem por objetivo nos ajudar a realizar essa verdade fundamental.
2. Como os seres humanos têm diferentes pontos fortes e pontos fracos, os mestres do Yoga elaboraram diversas metodologias para que o Yoga fosse útil a todos. O Yoga tem, portanto, vários ramos, que correspondem a certas capacidades ou preferências emocionais e mentais específicas. De modo geral, no Yoga hindu, distinguem-se sete desses ramos:
O Râja-Yoga é o "Yoga Real" - o caminho de oito membros ou ashta-anga-yoga de Patanjali, também chamado de "Yoga Clássico" , que tem por objetivo a libertação por meio da meditação e se dirige aos praticantes capazes de uma concentração intensa acompanhada pela renúncia ao mundo.
O Hatha-Yoga é o "Yoga da Força", que tem por objetivo a libertação por meio da transformação física.
O Jnâna-Yoga é o "Yoga da Sabedoria", que tem por objetivo a libertação por meio do exercício perseverante do discernimento superior, que distingue claramente o Real do ilusório; à semelhança do Râja-Yoga, o Jnâna-Yoga atribui grande importância à renúncia.
O Karma-Yoga é o "Yoga da Ação", que tem por objetivo a libertação por meio do serviço auto-transcendente; muitas vezes é considerado especialmente adequado aos que não dispõem em grau suficiente das qualidades necessárias para a concentração e a meditação, mas, na verdade, é um caminho necessário para quantos praticam o Yoga em geral.
O Bhakti-Yoga é o "Yoga da Devoção", que tem por objetivo a libertação por meio da entrega confiante de si mesmo ao Ser divino; atrai especialmente os que são dotados de uma profunda capacidade de sentir e não vêem a Realidade transcendente de forma impessoal, mas pessoal.
O Mantra-Yoga é o "Yoga dos Sons Poderosos", que tem por objetivo a libertação por meio da recitação (vocal ou mental) de sons dotados de um poder específico (como om, hum, ram, hare, krishna, etc.), recitação essa que muitas vezes é encarada como um aspecto do Tantra-Yoga.
O Tantra-Yoga ou "Yoga da Continuidade", que tem por objetivo a libertação por meio de rituais, da visualização, do trabalho energético sutil e da percepção da identidade (ou continuidade) entre o mundo comum e a Realidade transcendente.
Esses sete ramos são outros tantos portais que se abrem para os mistérios do Yoga e, portanto, para a nossa própria consciência.
3. Todos os ramos e formas do Yoga têm por fundamento uma vida moral firme e sadia. Uma tal vida é regida pelo princípio do dharma, que significa "moralidade", "lei", "ordem" e "virtude". Esse princípio incorpora virtudes morais como a não-violência (ahimsâ), a veracidade (satya), o não-roubar (asteya), a castidade (brahmacarya) a compaixão (karunâ) e a benignidade (maitrî). Sem a firme observância desses princípios morais, o Yoga não pode conduzir-nos à meta final da libertação. Isso porque, enquanto levamos uma vida que não chega à altura dessas virtudes, nossas energias permanecem dissipadas e continuamos a colher os frutos negativos de nossas ações. Uma vida moralmente sã, porém, nos permite pôr fim à criação de efeitos negativos e nos habilita a concentrar nossas energias como um raio laser, para podermos descobrir ou realizar nossa verdadeira natureza.
4. No Yoga a teoria e a prática são unidas. Isso significa que o Yoga não é nem uma simples filosofia de gabinete nem uma mera bateria de práticas. Para se dedicar com êxito e da maneira correta ao Yoga, a pessoa precisa prestar a devida atenção às idéias que subjazem às práticas e, inversamente, aos exercícios e técnicas nos quais se consubstanciam as teorias. Para tanto, é preciso praticar com reflexão e atenção. A prática correta e regular das posturas yogues, por exemplo, colabora sem dúvida nenhuma para a conservação da boa saúde. Para ter acesso ao seu potencial mais profundo, porém, precisamos saber que elas constituem apenas uma pequena fração desse todo integrado que é o Yoga, o qual tem por objetivo a libertação espiritual. Do mesmo modo, a meditação seguramente equilibra o sistema nervoso e acalma a mente. Porém, é só quando compreendemos a natureza da mente - graças às doutrinas yogues – que podemos ter a esperança de superar as limitações intrínsecas da nossa constituição mental e descobrir a Consciência transcendente. Por esse motivo, o estudo (svâdhyâya) é tido na mais elevada estima pela maioria das escolas de Yoga; ele complementa a aplicação perseverante nas disciplinas práticas.
5. Por mais simples que sejam certos caminhos yogues, todos os caminhos e abordagens exigem um compromisso profundo com a autotransformação. Aquele que tem medo de mudar e tende a apegar-se ao seu jeito de fazer as coisas não poderá obter êxito no Yoga. A prática do Yoga exige um esforço pessoal (vyâyâma) considerável, que envolve a autodisciplina (âtma-nigraha). Quando procuramos substituir os hábitos indesejáveis por hábitos positivos, experimentamos inevitavelmente uma certa frustração. Essa frustração, porém, não é autodestrutiva, mas criativa. O termo sânscrito que designa esse processo é tapas, que significa “calor” ou "clarão". O mesmo termo também significa "ascese", pois toda ascese se baseia no autocontrole.
6. O Yoga compreende numerosas práticas - tanto físicas quanto mentais. Todas elas se reduzem a duas categorias: abhyâsa e vairâgya. Abhyâsa é a execução reiterada de exercícios ou técnicas que têm por objetivo a geração, em nós, de um estado mental positivo. Vairâgya é a prática complementar de deixar de lado os antigos apegos e hábitos de comportamento. Abhyâsa nos revela aos poucos os aspectos profundos e ocultos da mente, ao passo que vairâgya nos afasta passo a passo das aparências e nos aproxima da Realidade.
7. Quanto mais nos aproximamos da realização do Si Mesmo, ou da iluminação, tanto mais nos parecemos com uma pessoa comum. Só os que correm atrás da libertação como se fosse um troféu, revestem de glamour a si mesmos e a todo o processo yogue. Eles querem ser extraordinários, ao passo que os seres libertos são perfeitamente simples. Ficam tão contentes ao lavar louça quanto de sentar-se silenciosamente em meditação ou de instruir os discípulos. É por isso que o Yoga, desde o princípio, exaltou não somente o caminho do asceta (samnyâsin) que renuncia ao mundo, mas também o do pai de família (grihastha) que faz uso das oportunidades da vida cotidiana para praticar as virtudes de um estilo de vida yogue.
8. Em toda prática de Yoga há um elemento de agradável "surpresa" ou favorecimento. Nas escolas teístas de Yoga, isso é explicado pela graça (prasâda) do Ser Divino; nas escolas não-teístas, como o Jaina Yoga ou certas escolas budistas, afirma-se que essa ajuda provém dos seres libertos (chamados arhats, buddhas, bodhisattvas, tîrthamkaras ou mahâ-siddhas). Além disso, também os gurus são canais de energias benéficas, ou bênçãos, que fazem amadurecer os discípulos. O processo pelo qual o guru abençoa o discípulo é chamado "transmissão" (samcâra). Em algumas escolas, é denominado shakti-patâ, que significa "descida do poder". O poder em questão é a própria Energia da Consciência.
9. Todo o Yoga é iniciático. Ou seja, a iniciação (dîkshâ) dada por um mestre (guru) qualificado é essencial para que se atinja o máximo êxito no Yoga. É possível se obter benefícios de várias práticas yogues mesmo sem a iniciação. Assim, a maioria dos exercícios de Hatha-Yoga - desde as posturas até a meditação, passando pelo controle da respiração - pode ser praticada independentemente, desde que o praticante tenha aprendido o formato correto. Porém, para os estágios superiores do Yoga, o poder que vem da iniciação é absolutamente necessário. Os hábitos mentais são demasiado arraigados para que possamos operar neles mudanças profundas sem a intervenção benigna de um mestre yogue. Todas as práticas yogues podem ser vistas como uma preparação para este momento.
10. O Yoga é um processo gradual pelo qual nossos hábitos inconscientes de pensamento e comportamento são substituídos por outros hábitos, mais benignos, que expressam as faculdades e virtudes superiores da iluminação. Esse trabalho extenso de autotransformação leva tempo, e, por isso, os praticantes de Yoga devem dedicar-se antes de mais nada à prática da paciência. A iluminação, ou libertação, não se realiza em questão de dias, semanas ou meses. Temos de estar dispostos a nos comprometer com toda uma vida de prática yogue. Temos de ter um impulso fundamental de crescimento, quer venhamos a atingir a libertação nesta vida, quer não. Segundo uma das doutrinas fundamentais do Yoga, não existe esforço perdido; mesmo a mais tênue tentativa de autotransformação tem os seus efeitos. É o nosso esforço paciente e cumulativo que mais cedo ou mais tarde floresce na iluminação.

Autor: Georg Feuerstein
Fonte: Livro – Tradição do Yoga
Editora: Cultrix

terça-feira, 7 de julho de 2009

OPORTUNIDADE ÚNICA DE CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL
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quinta-feira, 11 de junho de 2009




MASSAGEM UM ATO DE AMOR


Massagem é algo que você começa a aprender mas você nunca termina. Ela avança e avança e a experiência se torna continuamente mais profunda e mais profunda e mais alta e mais alta. A massagem é uma das artes mais sutis - e ela não é somente uma questão de perícia. Ela é mais uma questão de amor.
Aprenda a técnica - então esqueça-a. Então apenas sinta e mova-se pelo sentimento. Quando você aprende profundamente, noventa por cento do trabalho é feito pelo amor, dez por cento pela técnica. Apenas através do próprio toque, um toque amoroso, alguma coisa relaxa no corpo.
Se você ama e sente compaixão pela outra pessoa e sente o valor supremo dela; se você não a trata como se fosse um mecanismo para ser colocado em ordem, mas uma energia de tremendo valor; se você está agradecido por ela confiar em você e permitir que você brinque com a sua energia - então mais e mais você irá sentir como se você estivesse tocando um órgão. Todo corpo se torna as teclas do órgão e você pode sentir que uma harmonia é criada dentro do corpo. Não somente a pessoa será ajudada, mas você também.
A massagem é necessária no mundo porque o amor desapareceu. Outrora o próprio toque dos amantes era suficiente. Uma mãe tocando o filho, brincando com o seu corpo, e isto era massagem. O marido brincando com o corpo da mulher e isto era massagem; isto era suficiente, mais do que suficiente. Isto era profundo relaxamento e parte do amor. Mas isto desapareceu do mundo. Mais e mais nós esquecemos onde tocar, como tocar, o quanto profundo tocar. Na verdade, o toque é uma das linguagens mais esquecidas. Nós nos tornamos quase desconfortáveis no toque, porque a própria palavra foi corrompida pelas assim chamadas pessoas religiosas. Elas lhe deram uma coloração sexual. A palavra se tornou sexual e as pessoas se tornaram amedrontadas. Todo mundo está de guarda para não ser tocado a menos que se permita. Agora no ocidente o outro extremo chegou. Toque e massagem se tornaram sexual. Agora a massagem é apenas uma cobertura, um cobertor para a sexualidade. Na verdade nem o toque nem a massagem são sexuais. Eles são funções do amor. Quando o amor cai de sua altura ele se torna sexo e então ele se torna feio.
Assim seja devocional. Quando você toca o corpo de uma pessoa seja devocional - como se o próprio Deus estivesse lá e você está apenas servindo-o.
Flua com energia total. E sempre que você vê o corpo fluindo e a energia criando um novo padrão de harmonia, você ira sentir um desfrute que você nunca sentiu antes. Você irá cair em profunda meditação.
Enquanto massageando, apenas massageie. Não pense em outras coisas porque elas são distrações. Esteja em seus dedos e em suas mãos como se todo o seu ser, toda a sua alma estivesse lá. Não deixe que seja apenas um toque do corpo. Toda a sua alma entra no corpo do outro, penetra ele, relaxa os nós mais profundos. E faça disto uma brincadeira. Não o faça como um trabalho; torne-o um jogo e faça-o como uma diversão. Ria e deixe o outro rir também.
A massagem é entrar em sincronia com a energia do corpo de alguém e sentir onde ela está faltando, sentir onde o corpo está fragmentado e torná-lo completo... é ajudar a energia do corpo de modo que ela não seja mais fragmentada, não mais contraditória. Quando as energias do corpo estão alinhadas e se tornaram uma orquestra, então você teve sucesso.
Assim tenha muito respeito com um corpo humano. Ele é o verdadeiro santuário de Deus, o templo de Deus. Assim com profunda reverência, prece, aprenda a sua arte. Esta é uma das grandes coisas para aprender.



Autor: OshoFonte: Livro da cura - da medicação para a meditaçãoEditora: Shanti

sexta-feira, 29 de maio de 2009






Chakras (por quem já praticou)



Chakras são centros energéticos do corpo. Os seres humanos contêm sete Chakras principais que estão em constante atividade, embora sua presença não seja percebida conscientemente por não meditadores. A palavra sânscrita Chakra é traduzida por roda, círculo ou movimento. As representações pictóricas desses centros de energia são formadas por figuras geométricas e pétalas. São pelos Chakras que transitam e se movem as energias sutis do corpo. Os Chakras estão localizados dentro e fora do corpo (duplo etérico); já Kundalinî, energia da vida que ativa os Chakras se movimenta dentro do corpo. Normalmente, os Chakras são pequenos, não apresentando mais do que 5 centímetros de diâmetro. Com a prática de mantram, Yoga, meditação, os Chakras aumentam de tamanho e sua luz se expande. Sua aparência pode ser descrita como circular, luminosa, tal qual um pequeno CD girando. Cada um tem uma cor, mantram e elemento que o estimula, seu movimento é ininterrupto, estão associados às glândulas do corpo físico e funcionam como centros de captação, contenção e distribuição de energia para todo o corpo. Os sete Chakras estão localizados ao longo da coluna vertebral, dispostos verticalmente e cada Chakra tem funções específicas, mediante o recebimento de energias internas e externas. Temos nesses centros "nós" que impedem a subida de Kundalinî; um fica no muladhara (brahma-granthi), outro no vishnudha (vishnu-granthi) e o último no afina chakra (rudra-granthi). Eles são conhecidos como granthi e quando são rompidos a energia se eleva. Mesmo com esses bloqueios, que é muito difícil alguém fazer bobagem com Kundalinî, sempre vá devagar em suas práticas. Os Chakras inferiores, mais associados à matéria, são o Muladhara, o Swadhistana e o Manipura. O Médio, ou Intermediário é o Anahata, associado aos sentimentos. E os Superiores são o Vishuddha, o Ajña e o Sahashara, que estão associados ao mental e à iluminação. Sua rotatividade obedece ao sentido horário ou anti-horário, dependendo da qualidade energética de cada indivíduo.



Chakra Sentido Horário




Quando em rotação horária, o movimento é destrógeno (destro), para direita e se caracteriza por:· Possuir força centrífuga (coloca energia para fora);· ser menos suscetível a influências externas;· não carregar miasmas energéticos;· ser um pólo irradiador (de dentro para fora);· produzir siddhis (intuição).· Quem tem os Chakras em rotação horária é conhecido nos meios ocultistas como pessoa e "corpo fechado".


Chakra sentido antí-horário


Quando em rotação anti-horária, o movimento é sinestrógeno (sinistro), para a esquerda, com as seguintes características:· Possui força centrípeta (para dentro);· capta energia externa, mantendo o corpo astral "aberto";· estimula a mediunidade e sensitividade;· amplia a sensibilidade ao ambiente;· promove a aptidão para fazer diagnósticos precisos. Quando se· trata de um bom médium tem poder de captação (carrega miasmas).Quando o Chakra gira no sentido anti-horário, perde-se energia. E quem perde muita energia pode sobreviver da energia alheia, por meio de uma relação de dependência chamada na metafísica de "vampirismo".
Existem muitas práticas que fazem o Chakra girar em sentido horário ou anti-horário. É importante evitar para não misturar essas práticas. O Tantra trabalha para que os Chakras se movimentem cada vez mais depressa. Para isso, é necessário ter consciência e adotar práticas que os estimulem, por meio do método interno ou externo. Método interno: por meio desse método, despertamos a Kundalinî com a prática de Yoga, mantram, tai-chi, chi-kun, iai-dô, aikidô ou maithuna. As escolas tântricas trabalham mais com os métodos internos e exclusivamente com os Chakras girando no sentido horário. Método externo: consiste no recebimento de passe magnético, de massagem, na aplicação de acupuntura, moxabustão, geoterapia (pedras) ou cromoterapia (cores). Dentre outros métodos. Os dois métodos contribuem para o estímulo de todos os Chakras, proporcionando melhor disposição física e mental aos praticantes. É importante mantê-los em equilíbrio, utilizando técnicas corporais (Yoga, tai-chi, dança), técnicas mentais (mantram), alimen­tação equilibrada. Os Chakras influenciam e são influenciados também pelo corpo físico, daí a necessidade destes cuidados. Como vimos até aqui, todos os Chakras possuem qualidades energéticas próprias que em desequilíbrio produzem determinadas doenças ou, do contrário, em situação de equilíbrio, conferem ao nosso organismo inúmeros benefícios. Contudo, o sexto Chakra pode ser mais estimulado que os demais pelo mantra Om, pois possui uma força que ajuda e atrai a subida da Kundalinî.


Conhecendo os Chakras


MULADHARA CHAKRA

Significado do nome: Fundação, ou suporte da base. Nome ocidental: Chakra Básico. Localização: Localizado nos órgãos genitais e na pélvis, relacionado com as gônadas (glândulas sexuais), governa o sistema reprodutor. Este Chakra anima a substância do corpo físico, é a vontade, o poder e o instinto de sobrevivência. É base da montanha, a ligação com aTerra. Concentra as energias da Kundalinî, que uma vez despertadas e controladas progridem coluna acima, seguindo um padrão geométrico similar ao padrão apresentado na dupla hélice das moléculas de DNA, que contêm o código da vida. Aspectos a serem compreendidos: Sobrevivência, alimento, conhecimento, auto-realização, valores (segurança financeira, coisas materiais), sexo (procriação), longevidade e prazer. Cor: vermelho em brasa para tonificar. É a cor mais quente e densa. Aquece e estimula a circulação. Estimula o fluido da medula espinhal e o sistema nervoso simpático; energiza o fígado, estimulando os nervos e músculos. Vitaliza e organiza o corpo físico. Violeta, azul ou rosa para sedar este Chakra. Mantra: Lam (concentrando-se nos genitais). Elemento: Terra - o mais denso dos elementos. É uma mistura dos quatro elementos: água, fogo, ar e éter. Fase da vida: Desde a união do espermatozóide com o óvulo, até sete ou oito anos. Funções: É o Chakra onde nasce e reside a energia kundalínica que se movimenta em espiral, pelas nadis Ida e Píngala, e distribui por todo o corpo do indivíduo o impulso de vida: é também o centro erótico do ser. Nadis são correntes, canais, corredores ou filamentos de energia vital que circulam por todo o corpo, alimentando a vida e movimentando os Chakras. Semelhantes aos meridianos de acupuntura, seus pontos são chamados na China de tsubos. Seu número é de aproximadamente 72.000. As nadis estão intimamente relacionadas aos Chakras. A nadi central é conhecido por Sushumna e encontra-se situada no centro do corpo pela coluna vertebral, que recebe o nome de meru danda. A Sushumna nasce no Muladhara Chakra, e se estende corpo acima, até unir-se ao Sahasrara Chakra (que se situa no alto da cabeça). No espaço fora do meru danda, estão dois outros nadis, denominados Ida e Pingala. Ida é o canal esquerdo, de natureza feminina, lunar, emocional e materna. Por estar associado à procriação e à purificação, também é conhecido como Ganga (o rio sagrado da índia). Pingala é o canal direito, de natureza masculina, solar, racional e dinâmica. Algumas pessoas têm dominante a energia (nadi) lunar (emoção) e outras solar (razão). O praticante adiantado consegue manter esses temperamentos equilibrados. Todas as nadis do corpo se originam no períneo em forma de um ovo (kanda). Todos os sistemas místicos hindus são radicais sobre a importância de manter-se esses canais energéticos absolutamente purificados. No capítulo Angas do maithuna trataremos dessa autopurificação, principalmente com alimentação.


DEFINIÇÃO PARA ESTUDO


· Sushumna: nadi principal por onde Kundalini sobe. Está relacionada à medula espinhal. · Ida: canal esquerdo transportador das correntes lunares, natureza feminina visual e emocional, produção de vida, energia materna, respiração esquerda que proporciona estabilidade para a vida. A narina esquerda é aberta durante o dia, equilibra a ener­gia solar criando um equilíbrio para si, tornando-nos mais rela­xados e mais alertas mentalmente. · Píngala: canal direito, transporta correntes solares, natureza masculina, depósito de energia destrutiva, também purificador. A narina do lado direito é de natureza elétrica masculina, verbal e racional. Torna o corpo físico mais dinâmico (eficiente e ativo durante horas noturnas, aumentando a saúde). Quando um ca­sal tem um orgasmo, sem repressão e com consciência, algumas vezes elevam a Kundalini, nutrindo todos os Chakras por meio de Ida e Píngala.


SWADHISTHANA CHAKRA


Significado do nome: Lugar-morada do ser ou o "fundamento de si próprio". Nome em Português: Chakra Esplênico Umbilical. Localização: Localizado na lombar e abaixo do umbigo no ní­vel do púbis, está relacionado com as glândulas supra-renais, regendo a coluna vertebral e os rins. As supra-renais são constituídas por uma medula interna, coberta por um extrato chamado córtex e são responsáveis pela produção de adrenalina. Rege os rins, sistema reprodutor, sistema circulatório e bexiga. As energias como a paixão, a expansão, sensualidade e a criatividade são manifestadas por este Chakra. Aspectos a serem compreendidos: Poder de seduzir e atrair, criatividade e relacionamento. Cor: Laranja - tonifica; é uma cor acolhedora e estimula a alegria. É uma cor social que traz otimismo, expansividade e equilíbrio emocional. Traz confiança, automotivação e senso de comunidade (auxilia a sair do choque). Azul ou verde para sedar. Mantra: Vam (concentrando-se abaixo do umbigo). Elemento: Água - forma circular - três quartos da Terra são cobertos de água, três quartos do peso de uma pessoa são de água - a essência da vida. Os sons da água ampliam a vibração desse chakra, permitindo um fluxo sem obstruções. Fase da vida: de 8 a 14 anos. Funções: Energia de criatividade, purificação e impulso emoci­onal; é o centro da procriação, manifesta-se sexualmente, mas sob o aspecto de sensação e prazer; fantasias e desejos sexuais. Neste Chakra inicia-se a expansão da personalidade.


MANIPURA CHAKRA


Significado do nome: Cidade das Gemas ou Cidade das pedras preciosas. Nome em Português: Chakra Plexo Solar. Localização: Um pouco acima do umbigo. Rege o pâncreas, glândula que possui função exócrina e endócrina e que secreta o suco pancreático, cujas enzimas ajudam a digestão das proteínas, carboidratos e gorduras. A parte endócrina da glândula é formada por pequenos grupos de células chamadas ilhotas de langerhan, produtoras da insulina, que possuem um papel importante no con­trole do metabolismo da glicose. a área de influência deste Chakra é o sistema digestivo: estômago, fígado e a vesícula biliar, além do sistema nervoso. Aspectos a serem compreendidos: Escolhas, dentro do possível, do que você quer. Individualidade, poder pessoal, como você se vê, sua identidade no mundo. Cor: Amarelo dourado para tonificar. É ativador dos nervos motores, exercendo influência no sistema nervoso. Estimula a bílis e possui ação vermífuga, diminui a função do baço, porém estimula a função do pâncreas, fígado e vesícula biliar. Fortalece as articula­ções, o sistema digestivo e linfático. É regenerador dos tecidos, acelerando o processo de cicatrização. Estimula a função peristáltica e o raciocínio lógico. Violeta, azul ou verde para sedar. Mantra: Ram - o principal ponto de concentração durante a pro­dução deste som é o umbigo. Traz longevidade. Elemento: Fogo, auxilia a digestão e a absorção do alimento for­necendo a energia vital. Fase da Vida: De 14 a 21 anos. Funções: Desenvolvimento do ego e da identidade individual; impulso de liderança; praticidade; trabalho.


ANAHATA CHAKRA


Significado do nome: "Intocado" ou "Som não produzido" (batidas do coração). Nome em português: Chakra Cardíaco. Localização: Situa-se na região do tórax e está conectado com a glândula timo, responsável pelo funcionamento do sistema imunológico. É o Chakra do coração, centro energético do amor. A elevação das energias do Chakra do plexo solar até o coração acontece em indivíduos que estão desenvolvendo a capacidade de pensar e atuar em termos de coletividade. Aspectos a serem compreendidos: amor, compaixão, perdão, verdade e gratidão. Cor: Rosa, estimula o amor incondicional e verde é relaxante do sistema nervoso. A cor violeta seda esse centro. Mantra: Yam - a concentração deverá estar centralizada no coração, desfazendo qualquer bloqueio na região cardíaca, proporcionando controle sobre o prana e a respiração. Elemento: Ar, auxilia o funcionamento dos pulmões e do coração. Fases da vida: 21 a 28 anos. Funções: Intermedia os Chakras superiores e inferiores; impulso de se ligar à verdade, ao amor; reequilíbrio; altruísmo; compaixão. Este Chakra se expande em todas as direções e dimensões, como uma estrela de seis pontas.


VISHUDDHA CHAKRA


Significado do nome: Puro ou "Centro da Pureza". Nome em português: Chakra Laríngeo. Localização: Sobre a garganta, comunica-se com a glândula tireóide que está relacionada ao crescimento e aos processos oxidativos, e com as paratireóides que controlam o metabolismo do cálcio. Este Chakra governa pulmões, brônquios e voz. Está ligado à inspiração, à comunicação e à expressão com o mundo. Aspectos a serem compreendidos: Comunicação interna e externa - esclarecimento que conduz ao estado divino, consciência e crenças (no que você acredita e se apega). Cor: Azul, atua como tranqüilizante na aura e regenerador celular. Traz quietude e paz mental, estimula a busca da verdade, a inspiração, a criatividade, a compreensão, a fé (confiança na existência) e está associada à gentileza, ao contentamento, à paciência e à serenidade. Turquesa, estimula a comunicação em público. Para tonificar, laranja e violeta. Mantra: Ham - concentra-se na garganta. Elemento: Ar, mas num sentido mais sutil, associado ao som. Fases da vida: 28 a 35 anos. Funções: Autoconhecimento; felicidade. Segundo o Satchakra Virupana, "quem alcança o conhecimento mediante a concentração constante da consciência neste loto, converte-se num grande sábio e encontra a paz. O indivíduo se eleva e se purifica de todos os carmas; morre-se para o passado e nasce-se novamente para a realização da unidade”.


AJNÃ CHAKRA


Significado do nome: Autoridade, poder, comando intuitivo. Nome em Português: Chakra do 3° olho ou frontal. Localização: Entre as sobrancelhas, relaciona-se com a glândula pituitária. Aspectos a serem compreendidos: Intuição e a consciência. Capacidade de se observar sem julgamento. Cor: Dourado para concentração falta de memória e confiança. Violeta, tranqüilizante, calmante e purificador. Clareia e limpa a corrente psíquica do corpo e da mente, afastando problemas de obsessão mental e psicose. Mantra: Om. Elemento: Presença de todos os cinco elementos, com três gunas que são manas (mente), buddhi (intelecto), Ahankara e chitta (o ato de ser - o ser). Fases da vida: 35 a 42 anos. Funções: Austeridade; intuição; serenidade. É o chakra sede da Faculdade do Conhecimento: Buddhi: (conhecimento intuicional), Ahankara (eu), Indriyas (sentidos) e Manas (mente). É representado por um triângulo branco simbolizando a yoni e, no meio, um lingan (órgão masculino). No centro do Chakra está o yantra do som Om, o melhor objeto de meditação. “Meditando nesse centro, o praticante ‘vê a luz’; como uma chama incandescente. Fulgurante como o Sol matutino, claramente brilhante, reluz entre o ‘Céu e a Terra’” — Satchakra Nirupana.


SAHASRARA CHAKRA


Significado do nome: Chakra das Mil Pétalas. Nome em português: Chakra Coronário. Localização: No topo da cabeça. E o portal da espiritualidade, do reconhecimento da existência de Deus em nós, no outro e em todo o universo. Aspectos a serem compreendidos: Iluminação. Mantra: Sham. Elemento: Todos os elementos, inclusive o éter, em suas forças mais sutis. Funções: Iluminação; espiritualidade plena; transcendência; manifestação do Divino. Segundo o Satchakra Nirupana: "O Lótus das mil pétalas é o mais brilhante e mais branco que a Lua cheia, tem a sua cabeça apontada para baixo. Ele encanta. Seus filamentos estão coloridos pelas nuanças do Sol jovem. Seu corpo é luminoso, é aqui o objetivo final de Kundalinî após ativar os outros Chakras. O indivíduo que atinge a consciência do sétimo chakra realiza os planos da irradiação (torna-se iluminado como o Sol), das vibrações primordiais, da supremacia sobre o prana, do intelecto positivo, da felicidade, da indolência".



Quem sou eu?Quem sou eu?

Eu tenho um corpo, mas eu não sou meu corpo.

Eu posso ver e sentir meu corpo,

E o que pode ser visto e sentido não é o verdadeiro Vidente.

Meu corpo pode estar cansado ou excitado,

Doente ou saudável, pesado ou leve,

mas isso nada tem a ver com meu Eu interior.

Eu tenho um corpo, mas eu não sou meu corpo.

Eu tenho desejos, mas eu não sou meus desejos, eu posso conhecer meus desejos,e o que pode ser conhecido não é o verdadeiro. Conhecido.

Desejos vêm e vão, flutuando através de minha percepção,

mas eles não afetam meu Eu interior.

Eu tenho desejos, mas não sou desejos.
Eu tenho emoções, mas eu não sou minhas emoções.

Eu posso sentir minhas emoções,

e o que pode ser sentido não é o verdadeiro Senciente.

As emoções passam através de mim,mas elas não afetam meu Eu interior.

Eu tenho emoções, mas eu não sou emoções.
Eu tenho pensamentos, mas eu não sou meus pensamentos.

Eu posso conhecer e intuir meus pensamentos,

E o que pode ser conhecido não é o verdadeiro Conhecedor.

Pensamentos vêm a mim e pensamentos me deixam,

mas eles não afetam meu Eu interior.
Eu tenho pensamentos, mas não sou meus pensamentos.

Eu sou o que permanece, um centro puro de percepção,

uma testemunha impassível de todos essespensamentos, emoções, sentimentos e desejos.