terça-feira, 19 de maio de 2009

BRINCAR DE VIVER




Como sou feliz
Eu quero ver feliz
Quem andar comigo
Vem...

click no link abaixo e aprecie:

http://www.youtube.com/watch?v=zETRc4_DKxw

quinta-feira, 14 de maio de 2009

CURSO DE FORMAÇÃO EM YOGA 2011







Om Ashram yoga meditação estudos






apresenta:






Curso de Formação em Yoga






com o professor Hamilton Mamedes e convidados




Om ashram – Yoga Meditação Estudos - promove regularmente cursos de extensão universitária em parceria com as Universidades. Esses cursos fazem parte da programação do Curso de Formação em Yoga.





" O conhecimento integral admite as verdades válidas de todos os pontos de vista sobre a existência, válidas cada qual no campo que lhe compete; mas busca eliminar as limitações e negações e harmonizar e reconciliar essas verdades parciais, inserindo-as numa verdade maior que preenche as múltiplas facetas do nosso ser na única Existência onipresente." - Sri Aurobindo

Estrutura da Formação

A formação abrange temas de base dentro do Yoga, com uma abordagem integrativa, no qual visamos a compreensão a partir do estado pleno de consciência.

O curso é vivencial e traz uma rica estrutura teórica através de apostilas, estágios e estudos dentro das aulas.

Os encontros acontecerão em um final de semana por mês com duração de sete meses e entre cada encontro teremos períodos de estudos e práticas vivenciais regularmente para mantermos um ritmo dinâmico na formação e também percebermos as mudanças no próprio cotidiano assimilando os conteúdos e incorporando as transformações que o yoga promove.

"Quando silenciamos o cérebro, aquietamos o corpo e permanecemos suficientemente serenos para sentir o coração pulsar, podemos nos tornar capazes de evocar mais intensamente a emoção de estarmos vivos." Paul Pearsall

Metodologia

A metodologia vem a partir de estudos dentro das grandes escolas de yoga e dos grandes pensadores e filósofos do ocidente e do oriente.

Dentro dos temas trabalhados podemos citar:

• O desenvolvimento do yoga prática e científica;

• União entre consciência e ação;

• A postura como educadores a partir de uma experiência vivenciada;

• Reforço da criatividade e potencial individual nas práticas e nas aulas;

• O Yoga como veículo de auto-desenvolvimento e transcendência;

• Entre outros.

Local da Formação

Om Ashram – yoga meditação estudos
Rua 1136, qd 240, lt 11 St Marista Goiânia –Go
Fones: (62) 3942-5115 / 3609-5115

Duração da Formação e Carga Horária

07 módulos - 180 horas incluso estágios e práticas.

Investimento

R$300,00 por módulo
Incluso: Material didático (uma apostila impressa por módulo), duas aulas regulares por semana, estágios e grupos de estudos e aperfeiçoamentos.


Conteúdo Programático Resumido

1. Introdução ao Yoga
2. História do Yoga
3. Patanjali Yoga Sutras
4. Introdução à Anatomia e Fisiologia
5. Introdução à Cinesiologia Aplicada ao Yoga
6. Aspectos Neurofisiológicos e Endocrinológicos do Yoga
7. Asanas - Teoria e prática
8. Pranayamas - Teoria e prática
9. Mantras
10. Bandha Kryas e Mudras
11. Os Koshas (corpos)
12. Meditação e estados da consciência
13. Yoga Nidra
14. Yogaterapia
15. Hatha Yoga (métodos e evolução)
16. Yoga e correção postural
17. Estágio supervisionado
18. Trabalho de conclusão de curso (Artigo).

Coordenação: Hamilton Mamedes



Número máximo de participantes: 16

Data dos módulos:

1º Módulo: 21 e 22 de MAIO
2º Módulo: 17 e 18 de JUNHO
3º Módulo: 02 e 03 de JULHO
4º Módulo: 20 e 21 de AGOSTO
5º Módulo: 17 e 18 de SETEMBRO
6º Módulo: 22 e 23 de OUTUBRO
7º Módulo: 19 e 20 de NOVEMBRO




AULAS REGULARES DE YOGA:

• A prática regular é fundamental para os futuros instrutores adquirirem um leque maior de técnicas, serem corrigidos e vivenciarem os efeitos do Yoga.• Sugerimos fazer em torno de três aulas semanais. Essas aulas são ministradas em vários horários durante a semana e você pode participar de qualquer uma delas.
• Só contarão na carga horária as aulas feitas sobre a supervisão do prof. Hamilton Mamedes.
• Para pessoas de outras cidades, estudaremos uma maneira para que possam fazer as práticas.
ESTÁGIO:
• De observação: 10 aulas de 1:00h (carga horária: 10:00h). Nesse estágio você observará a aula e a forma como o professor atua. Serão feitos relatórios a cada aula. Esse estágio será feito nos horários de aula fora do curso. Participantes de outras cidades poderão fazer o estágio durante o período do curso, após o término ou início das aulas do curso.
PRÁTICA PESSOAL:
• Para que você, realmente, aproveite o curso, enfatizamos a importância de você praticar o Yoga todos os dias, entre trinta e sessenta minutos. É quando fazemos nossa prática pessoal, que surgem as dúvidas e os insights que vão tornar o curso mais interessante e transformador.
AVALIAÇÕES:
Prova Teórica: com a matéria de história, filosofia, técnicas de Yoga etc.
Prova de Aula: apresentação de aula em 30 minutos com: abertura, respiração, ásanas, relax e meditação.
Questionários e Trabalhos: Serão solicitados trabalhos que auxiliam na assimilação da matéria. Por favor, entregue os trabalhos com letra legível ou digitado e até a data marcada.
Avaliação: será feita pelo Prof. Hamilton Mamedes.




Obs.: As provas teórica e de aula serão feitas nos dias marcados em cima dos livros e apostilas recomendados e sendo permitido consultá-los.

Hari Om !!!

Professor Hamilton Mamedes

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Jogando xadrez com a Morte: a Katha Upanishad e a meta do Yoga
Pedro Kupfer

Gostaria de convidar o amigo internauta para refletir sobre a história do jovem Nachiketas, que representa o buscador da verdade, na narração da Katha Upanishad, um dos livros mais antigos que existem sobre a realização espiritual. O filme clássico "O Sétimo Selo" de 1956, do diretor sueco Ingmar Bergman guarda alguns paralelos com esta narração. Nesse filme, Antonius Block, um nobre que volta das Cruzadas na Terra Santa para seu castelo na Escandinávia, em meio a uma séria crise existencial, vê-se na contingência de jogar xadrez com a Morte para salvar a própria vida. Ele busca algum sinal de confirmação de sua fé, da presença divina na vida dos homens e do sentido profundo da existência, enquanto atravessa uma Europa assolada pela peste, a fome e a miséria. Durante a viagem, encontra artistas, fanáticos religiosos, patifes de toda espécie e, em toda parte, a Morte, empenhada em ganhar-lhe o jogo de qualquer jeito.Nachiketas, o jovem protagonista desta escritura hindu, vê-se numa situação similar, ao defrontar-se com Yama, o deus da Morte. Não obstante, há diferenças importantes entre as duas personagens, posto que, enquanto que o nobre perdeu totalmente a confiança em Deus e em si próprio, Nachiketas mergulha com plena confiança e destemidamente, ao encontro da Morte.Há diferenças importantes também em quanto à postura frente à vida: o nobre é totalmente pessimista e não vê motivos para alegria em nada, enquanto que o jovem yogi encarna a avidez, a curiosidade, a resolução firme de realizar-se espiritualmente e a sede de conhecimento que definem o praticante ideal. Por outro lado, seu sacrifício é voluntário: ele não hesita em oferecer a própria vida para auxiliar seu pai a cumprir a própria obrigação dhármica.No fim do filme de Bergman, Antonius e todas as pessoas com as quais ele cruza em sua jornada, acabam dançando a dança da Morte. “Dançam rumo a escuridão e a chuva cai em seus rostos”, diz um trovador que testemunha a cena.No fim da Katha Upanishad, o jovem yogi, havendo superado as provações e tentações que a Morte lhe coloca, volta para o mundo dos vivos transformado pela experiência e conhecendo o secreto da vida além da morte.As Upanishads constituem uma das fontes mais profusas de sabedoria reveladas à Humanidade. É normal que, ao ouvirmos isto, saiamos correndo procurar alguma tradução destes shastras (escrituras sagradas) para mergulhar na leitura. É igualmente comum que fiquemos frustrados por não entender a linguagem, e que concluamos que as Upanishads são "pura filosofia", acabando por irmos procurar esse conhecimento em algum outro lugar.Isto acontece porque muitos dos textos hindus estão escritos em uma linguagem mítica e simbólica, cujas chaves de decifração se encontram numa cultura antiqüíssima e radicalmente diferente da nossa. Portanto, sentir-se frustrado ao não entender uma leitura dessas é um fato normal embora infeliz, pois as Upanishads nos oferecem dicas precisas e muito práticas para realizar o propósito supremo da existência. Elas respondem às duas principais perguntas que um homem pode fazer-se: 1) Qual é o propósito supremo da vida?2) Como posso realiza-lo?
A Katha Upanishad responde essas duas perguntas colocando o questionador frente a frente com as realidades da vida, opondo o real ao irreal e mostrando claramente o caminho a ser percorrido. Narra o encontro entre Nachiketas e o Senhor da Morte, Yama. Nachiketas oferece sua própria vida ao Deus da Morte ao achar que as oferendas (algumas vacas magras) que seu pai pôde reunir eram indignos de um puja decente (um pjua é uma oferenda ritual). Portanto, empreende sozinho a viagem ao reino da Morte.Acontece, porém, que Yama está ausente e o jovem precisa aguardar à sua porta por três dias e três noites sem comer. Ao voltar, o deus percebe que, como Nachiketas não recebeu as homenagens a ele devidas, como hóspede e vítima de um sacrifício, gerou uma dívida que decide pagar concedendo-lhe três pedidos.Nachiketas pede em primeiro lugar poder voltar para casa e para seu pai, feliz. Em segundo lugar, pede para entender o significado oculto do ritual do fogo. Em terceiro lugar, busca saber a verdade que está por trás da morte.O deus concede os dois primeiros desejos, mas testa o yogi em relação ao terceiro, oferecendo-lhe, em troca dele, muitos séculos de vida, inúmeros descendentes, riquezas inimagináveis e mulheres belíssimas, fora do alcance dos mortais. No entanto, Nachiketas persevera em sua idéia original, pois sabe que as coisas percebidas pelos sentidos são transitórias, e ele está em busca do conhecimento eterno. As coisas do mundo material são insignificantes e sem valor para ele. Yama, impressionado pela determinação do jovem, aquiesce em lhe ensinar. Então Yama lhe fala sobre o valor absoluto que nós, ignorantes, colocamos em coisas finitas e relativas:
A passagem [a morte] não está clara para aqueles com mentalidade infantil, ofuscados pelas ilusões do mundo material. Pensando "este é o mundo real! Não há nada além dele!", eles voltam vezes e mais vezes a ficar sob meu controle [continuam presos no ciclo do samsára (o círculo de mortes e renascimentos sucessivos)]. II:6
Aqui Yama aborda a questão matéria/espírito de maneira tão direta que pode parecer incompreensível para o leitor desatento. Quando Yama diz que tem pessoas com mentalidade infantil, quer dizer que alguns de nós levamos a nossa vidinha material muito a sério, chorando quando nossos brinquedos quebram, nos assustando com filmes violentos, nos emocionando com telenovelas, nos preocupando com trivialidades fúteis. Finalmente, o deus instrui o jovem sobre a natureza da alma, saciando sua sede de conhecimento verdadeiro.Somos crianças grandes. Crianças no parque de diversões. O único que muda é que, conforme crescemos, nossos brinquedos vão ficando maiores e mais caros. Estamos tão absorvidos pelas coisas do mundo material que não conseguimos sequer suspeitar o que existe além dele.É por isso que continua sendo mais fácil falar sobre o que a vida espiritual não é, ao invés de falar sobre o que ela é. Participando de uma conversa como esta, lendo um livro ou assistindo a uma palestra, podemos nos fazer uma idéia do que haja por trás do mundo material. No entanto, existe uma enorme diferença entre, por exemplo, ler um livro sobre a Índia e fazer uma viagem para a Índia. Para viver a Índia, precisamos viajar até lá, o que, por sua vez, requer que tenhamos não somente a vontade, mas também os meios para fazer a viagem. Quando estamos prontos para a jornada, deixamos de ser crianças. Na vida espiritual é igual. No início somos todos crianças. Não temos experiência para saber que o mundo não é unidimensional e estamos a priori desculpados por isso. Se nossos únicos contatos forem com outras crianças que também desconhecem a profundidade da existência, ficaremos sempre no mesmo nível e continuaremos a viver nossas vidas achando que a felicidade depende dos nossos brinquedos.As diferentes experiências criam impressões na mente que não nos permitem transcender o mundo unidimensional, e acabamos por nos transformar em crianças grandes, mantendo intactas a ignorância e a conduta infantil. Assim, o mundo limitado que acabamos criando para nós mesmos através das nossas conquistas e derrotas no plano material, transforma-se na nossa única realidade, na qual ficamos girando e girando, presos no nosso parquinho de diversões particular. E assim, a vida vai passando...Bom, como dizia Patañjali, atha yoganushásanam, ou seja, agora, começa o Yoga. Agora, é a hora de ficar ligado e prestar atenção

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Shanka prakshalána
a purificação total.



O shanka prakshálana é uma formidável técnica de desintoxicação e purificação, que consiste em fazer uma autolavagem completa do trato digestivo e intestinal. A técnica em si é bastante simples: consiste em beber água levemente salgada, no PH fisiológico, para que não seja absorvida pelo organismo. Ela é guiada através dos aparelhos digestivo e excretor aplicando uma série de exercícios dinâmicos com repetição. À medida que o líquido for sendo eliminado se observa a expulsão daqueles resíduos e sedimentos que normalmente se acumulam nos intestinos. A água é expelida cada vez mais limpa e clara, até sair totalmente transparente. Esta lavagem deve ser feita em jejum, observando cuidadosamente as instruções aqui contidas. Dura, em média, entre 90 minutos e duas horas.

Alternar-se-á a ingestão de cada copo de água com a execução de uma série completa dos exercícios descritos a seguir, de maneira que não haja acúmulo de líquido em nenhuma parte do organismo e que este continue em movimento.

A vantagem desta técnica frente à lavagem convencional é que esta última atinge apenas a porção final do cólon, podendo até alterar os movimentos peristálticos através da pressão excessiva produzida pelo líquido sobre as paredes intestinais. A limpeza obtida mediante o shanka prakshálana vai desde a glote até o reto, tonificando os tecidos e favorecendo o peristaltismo.

O fluxo de água promove uma lavagem total e profunda dos órgãos internos. Os resultados da prática se sentirão em todos os níveis do organismo: tonificação das paredes intestinais, estímulo do peristaltismo, hálito mais puro e fresco, pele mais limpa, melhora do sono, leveza, bem-estar e melhora da disposição geral. Dada a eficiência deste método, o ideal é fazê-lo, no máximo, quatro vezes por ano, sendo a época mais propícia a mudança das estações.

O procedimento aqui descrito é o mais tradicional, porém, existe ainda outra variação desta técnica, que consiste em alternar a ingestão de água com diversas e sucessivas contrações abdominais: nauli kriyá, uddiyana bandha ou agnisára dhauti. Você poderá optar posteriormente por esta variação, mas aconselhamos que para começar experimente a série clássica, verdadeira obra de arte da engenharia fisiológica do Yoga.
Cuidados iniciais
Considerando que o shanka prakshálana levará entre uma hora e meia e duas horas, aconselhamos que você reserve a ele uma manhã de domingo ou algum dia em que disponha de bastante tempo livre. O fator decisivo para o sucesso no shanka prakshálana (e não apenas nele, mas em todas as técnicas do Yoga) é a confiança no método. Tenha certeza de que esta técnica foi exaustivamente testada antes de chegar até você. Na véspera, faça uma refeição leve e equilibrada, algumas horas antes de deitar.
O momento ideal é pela manhã, em jejum total. Pessoas que tenham constipação intestinal crônica deverão tomar um laxante suave na véspera. Aconselhamos ameixas secas ou uma colher de sopa de sementes de linhaça deixadas de molho em um copo de água desde a noite anterior. Dedique o resto da jornada à meditação, leitura ou alguma atividade que não demande esforço físico. Faça Yoga, mas evite praticar ásanas.
A primeira refeição deve ser feita no mínimo 30 minutos após a lavagem e no máximo uma hora depois dela. Essa refeição deve consistir exclusivamente em um prato de arroz branco com 50 gramas de ghee (manteiga clarificada), azeite de oliva extra virgem ou manteiga normal de boa procedência. Após tanta água salgada, este prato terá um sabor celestial. Alimentos integrais (aveia, arroz ou pães integrais e fibras em geral) precisam ser evitados no primeiro dia, bem como alimentos tamásicos (ácidos, enlatados) e ainda laticínios (leite, iogurte, queijos fortes) e legumes e frutas cruas. Depois do arroz, beba infusões de ervas ou água à vontade. Agasalhe-se bem e evite expor-se ao frio.
Contra-indicação importante: pessoas com debilidade geral, úlcera no estômago, colite, câncer ou disenteria devem abster-se de fazer este exercício.

Os exercícios
Descreveremos agora a seqüência dos quatro exercícios físicos. Mesmo se você os achar maçantes ou fáceis demais, não deixe de fazê-los, pois cada um deles tem um efeito bem específico sobre uma parte do aparelho digestivo ou excretor, como você perceberá na prática. Se você não fizer assiduamente exercícios físicos, aconselhamos que repita esta série várias vezes na véspera, para evitar as dores do day after. Não queira modificar detalhes da execução, pense que isto não são os ásanas que você conhece e está acostumado a fazer. Apenas siga cuidadosamente estas instruções.

Exercício 1
Em pé, com um palmo de distância entre os pés, que ficam paralelos, os braços para cima, os dedos entrelaçados e as palmas voltadas para o teto, faça quatro flexões laterais para a esquerda, alternando-as com outras quatro flexões para a direita. Não desloque os quadris ao inclinar o tórax e faça a flexão mantendo o tronco alinhado com as pernas e os braços.
Não permaneça: apenas faça o movimento coordenado com a respiração. Ao todo, as oito flexões (quatro para cada lado) não devem levar mais do que dez segundos. Este movimento lateral age sobre o piloro, aquela válvula que controla a passagem entre o estômago e o duodeno, antes do intestino delgado. A cada flexão, uma porção de água entra no trato intestinal.

Exercício 2
Ainda em pé, faremos agora um movimento de torção do tronco. Inicie o movimento com os braços estendidos horizontalmente para frente. Gire o tronco para a esquerda, levando o braço desse lado para trás e flexionando o direito até que a mão toque a clavícula esquerda. A cabeça acompanha essa rotação, olhando para trás. Inspirando retorne e faça o mesmo movimento para a direita enquanto solta o ar. Olhe para sua mão direita, que deve ficar bem para trás, sempre na linha horizontal.
Você fará um total de oito rotações (quatro para cada lado), sempre mantendo os braços na linha dos ombros e as costas eretas. Esses oito movimentos também serão feitos em dez segundos. Estas torções levarão a água para o intestino delgado, fazendo-a circular por ele. Coordene sempre movimento e respiração. Exale ao ir para os lados e inale ao retornar. Não permaneça.

Exercício 3
Fique em decúbito frontal e coloque-se como se fosse fazer bhujangásana. Mantenha os pés separados um palmo, apóie nas pontas dos dedos e nas palmas das mãos. Os joelhos não tocam o solo e as pernas ficam elevadas. Se for necessário, contraia um pouco as nádegas. Agora você fará um giro com a cabeça e os ombros, olhando alternadamente para trás, como se quisesse ver o calcanhar do lado oposto àquele para o qual você está girando: ao olhar por cima do ombro esquerdo, tente ver o pé direito; ao olhar por cima do ombro direito, tente ver o pé esquerdo.
Sinta o alongamento produzido pela posição na região abdominal e procure perceber a passagem de água pelos intestinos. Faça quatro giros para cada lado, totalizando oito movimentos sem permanência, em quinze segundos. Não esqueça da respiração, sempre associada com o movimento. Isto fará com que a água comece a entrar no intestino grosso e circule por ele.

Exercício 4
Sente-se no chão e flexione a perna esquerda, deixando o joelho para cima, sem passar o pé para o lado de fora da perna direita, que permanecerá esticada. Agora gire o tronco, colocando o braço direito entre o tórax e a coxa esquerda. Olhe por cima do ombro para trás, inclinando um pouco o tronco e apoiando-se na mão esquerda.
Sem permanecer, inspire e torça-se para o outro lado da mesma forma. Em quinze segundos, faça quatro torções para cada lado. Comprima bem o baixo ventre contra a coxa a cada expiração. Os ombros devem estar na mesma altura e a coluna bem ereta. As torções levarão a água pelo cólon até o reto. Ao todo, esta seqüência de quatro exercícios levará perto de um minuto. Recapitulando, os exercícios ficam assim:

Instruções de execução
Prepare uma boa quantidade de água filtrada e fervida. Mesmo se for utilizar água mineral, é conveniente fervê-la antes de adicionar o sal. Considerando que você vai ingerir no mínimo quatorze copos, ou seja, três litros e meio de água, prepare um pouquinho mais, por via das dúvidas.

Salgue a água mantendo a proporção de uma colher de sobremesa para cada litro. Caso você ache a água demasiado salgada, reduza um pouco a concentração de sal. Utilize sal marinho de boa qualidade. Jamais faça este exercício com água pura, pois o seu organismo começará a absorvê-la e você transformar-se-á em um bonito barril ambulante.

Ingira um copo de água morna e salgada.

Faça a seqüência dos quatro exercícios em um minuto.

Beba outro copo e repita os exercícios.

Continue assim até ter ingerido seis copos. Se sentir que a água não está circulando, faça a série mais algumas vezes. Se ainda assim não funcionar, pode acontecer que a presença de gases nos intestinos esteja bloqueando a passagem do líquido. Nesse caso, faça uma invertida.

Após do sexto copo, faça uma visita ao toalete. Na primeira evacuação saem as fezes normais. Nas seguintes serão pastosas e depois irão ficando cada vez mais líquidas. A água deve fluir sem parar no estômago. Se você sente que não está circulando repita a série de exercícios antes de beber mais.

Evacuando a primeira vez, o ritmo do shanka prakshálana fica assim:

Um copo de água.
Uma série de exercícios.
Visita ao toalete.
Água.
Exercícios.
Toalete.

A cada copo haverá uma nova evacuação. Preste atenção à cor das fezes, que ficarão cada vez mais claras.

Dependendo dos hábitos alimentares, do seu biotipo e das características dos seus intestinos, serão necessários entre doze e dezesseis copos até que a água expelida saia tão limpa quanto a ingerida.

Utilize o bom senso: se você bebeu dez copos de água e ainda não conseguiu evacuar pela primeira vez, interrompa a ingestão de água e passe a executar apenas os exercícios, alternando-os com a execução de alguns ciclos de nauli ou rajas uddiyana bandha e a permanência em uma posição invertida sobre a cabeça ou os ombros. Após a evacuação, retome o ritmo acima descrito.

Quando começar a aparecer a água limpa, você interromperá a absorção, continuando a repetir os exercícios mais algumas vezes e alternando sempre as séries com evacuações.

Ao cessar a eliminação da água, e antes da refeição de arroz com ghee, faça um bom relaxamento.

Ghee é a manteiga clarificada, largamente utilizada na culinária indiana. Apresenta uma série de vantagens sobre as manteigas normais, como o fato de não estragar facilmente, não ferver a baixas temperaturas e ser mais saudável. A preparação do ghee é muito simples: leve ao fogo médio em banho-maria um pacote de manteiga sem sal. Quando a manteiga começar a derreter, abaixe o fogo, continue fervendo-a e retire a cada 15 minutos a espuma que se forma na superfície do líquido. Cozinhe durante 30 a 40 minutos, desligue o fogo e deixe esfriar. Quando tiver esfriado, mas ainda em estado líquido, coloque o ghee em um recipiente adequado depois de eliminar cuidadosamente o sedimento depositado no fundo da panela. É conveniente deixar o ghee preparado desde a véspera. Bom apetite!

Aproveite que você ficou limpo para fazer (e continuar!) uma alimentação mais saudável, energética e sáttwica. Alimentação sáttwica é aquela gostosa, leve e bem combinada, privilegiando produtos frescos e evitando enlatados ou fermentados. Pense que passarão alguns meses antes do próximo shanka prakshálana e que você precisará manter a maquinaria limpa até a próxima mudança de estação.

Extraído do livro Yoga Prático de Pedro Kupfer.

veja este vídeo http://www.youtube.com/watch?v=FKPNBUd_up4

terça-feira, 7 de abril de 2009

segunda-feira, 6 de abril de 2009

LASSI - Bebida muito comum na Índia

Como Preparar Lassi de Hortelã:

Coloque na tigela de um mixer o iogurte, o leite, o açúcar, o sal e os cubos de gelo.
Ligue o mixer por alguns segundos para triturar os cubos de gelo.
Acrescente as folhas de hortelã na tigela do mixer e ligue novamente por no mínimo 30 segundos.
Despeje o lassi em copos altos e sirva imediatamente. (Se você não servi-lo imediatamente, deixe-o na tigela do mixer e coloque na geladeira. Leve novamente ao mixer por 15 segundos antes de servi-lo).

Sugestão: Pode fazer com suco de Limão, Manga, Cajú, Tamarindo ... enfim crie e recrie a seu gosto e se quizer pode acrescentar umas sementinhas de cardamomo.

Uall !!! Que delícia e refreeeeescante...